Nosso compromisso é com o América. E com aqueles que compartilham este sentimento

Foto: facebook.com/marco.millagres

A coisa não vai bem. O time caiu. Bruno Meneghel acabou se revelando mais importante do que parecia anteriormente, e muita gente que ficou em campo caiu de produção.

Sou imensamente grato ao Mestre Giva por tudo o que ele conquistou com e pelo América. Nem por isso defenderia sua permanência. Já era hora de mudar. Não para jogar sobre suas costas todo o peso do desandar do mingau, mas para dar aquela mexida no time, no elenco, com a torcida, e tudo aquilo mais que a troca na área técnica acarreta.

Millagres é ainda inexperiente. É extremamente promissor, vem mostrando isso nas categorias de base do Coelhão, mas a coisa muda ao assumir uma equipe profissional.

Mesmo assim, a escolha, a meu ver, não poderia ser melhor. Permitam-me explicar as MINHAS razões para acreditar nisso, ainda que num momento ou outro, eu venha a chover no molhado.

Givanildo, Mauro Fernandes, só pra citar os mais recentes e não me alongar com tantos outros que eu poderia citar na mesma linha, padeciam de um mesmo problema. E ACHO que não sou o único a pensar assim. Entra “professor”, sai “treinador”, quando a jurupoca piava, a crítica invariavelmente eram as mesmas:

  1. Não sabe escalar.
  2. Demora demais para mexer no time, quando algum jogador está “claramente” mal em campo.

É ou não é?

O pouco que acompanhei do Millagres a frente dos juniores, e na última fatídica derrota para o Vitória, me faz crer que esse cagaço ele não tem. O medo de ousar ou de fazer a ateração quando esta se mostra necessária – convenhamos, jogador de futebol também tem direito à maus dias – ele não parece ter.

Será fruto do trabalho com a base, onde um banco ou uma substituição servem não apenas para a melhora da equipe naquela partida, mas também de ensinamento para o jogador em formação? Será falta de vícios de outros treinadores do profissional já desenvolveram? Não sei… Conheço muito pouco de futebol pra analisar.

O fato é que o respeito que Millagres tem frente a torcida americana, sua história memorável defendendo a meta americana o respalda para tanto. Isso, ninguém, repito, NINGUÉM mais tem ou teria no América. Abusado, chego a duvidar que alguém um dia terá o mesmo status.

Na semana anterior à saída do Giva, cabisbaixo com o resultado adverso noutra partida, conversava com meu pai ao telefone sobre a possível efetivação de Millagres. No MEU MUNDO IDEAL, Millagres era a escolha certa e indiscutível.

Na minha UTOPIA, era hora de um pacto entre a torcida americana, a diretoria e o próprio Millagres por um contrato de 10 anos – absurdo? Topo baixar até 5 – num movimento nunca experimentado no futebol brasileiro, em prol de um trabalho e projeto de longa duração.

Pacto de apoio total e incondicional. Se alguém teria cacife para tal, era o Millagres e no América.

Conseguem imaginar?

Bom, até tenho muito mais a dizer, mas vai começar o jogo contra o ABC. Por favor, opinem!É de graça. Digam o que pensam. Prometo voltar com outro post ainda essa semana sobre o tema.

Autor do post:
Henrique Pinheiro

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2 Comentários

  • Vinicius

    Proposta ousada, mas parece factível. Precisamos mesmo de alguém com amor ao AMÉRICA, para fazê-lo brilhar novamente. O Milagres tem mostrado isto, além da postura profissional, ele mostra a cara e sua paixão pelo Coelhão. Esta proposta nos dá chance de fazermos diferente, ter realmente um projeto, que não precisa ser para amanhã de manhã. Apoio sua “UTOPIA”.

    • Vinícius

      Concordo. É isso que dá certo no futebol Planejamento de médio e longo prazo.