As “carrascadas” do professor pardal

Carrascadas

Escalações e substituições inexplicáveis viraram o símbolo da "Era Carrasco" no Furacão

Após o tropeço do Furacão no Atletiba de ontem, na Vila Capanema, muito se falou sobre os erros de arbitragem que teriam impedido, pelo terceiro clássico seguido, a vitória do rubro-negro diante de seu maior rival. Como não acredito em erros de arbitragem, mas sim em árbitros e assistentes de má índole, prefiro não comentar os lances polêmicos do jogo, me prendendo aos aspectos técnicos e táticos.

Mesmo com um grupo limitadíssimos, que sofre com a falta de goleiros, laterais e atacantes, o Atlético já poderia ter levantado, de forma antecipada, a taça do Campeonato Paranaense 2012 se não fossem os erros do uruguaio Juan Ramon Carrasco Torres, treinador que chegou com a fama de grande adepto do futebol ofensivo, mas que está se firmando com um inventor formado pela escola de treinadores Mário Sérgio Pontes de Paiva.

Como já era esperado, os erros do técnico uruguaio se tornaram mais evidentes nos confrontos contra equipes com uma qualidade técnica parecida com a do Atlético, entre eles os clássicos contra o Coritiba e, também, a partida diante do Cruzeiro, válida pela Copa do Brasil.

As dificuldades do Atlético nessas partidas começaram pelo esquema tático adotado pelo treinador. Jogando com três atacantes extremamente ofensivos e com dois meias que não marcam ninguém, o Furacão perde o meio de campo com facilidade, dando posse de bola e muito espaço para os rivais. O primeiro gol do Coritiba no Atletiba neste domingo comprova a falta de proteção da zaga atleticana, característica que obriga os zagueiros a darem o perigoso “bote” no meio de campo, abrindo um espaço fatal para os atacantes adversários.

Curiosamente, nas substituições durante os jogos, o uruguaio resolveu apostar em jogadores que só marcam, derrubando o colunista que reclamava do time extremamente ofensivo, chamando os adversários para cima do Atlético e impedindo que o Furacão saísse de campo com resultados satisfatórios. Ou seja, o treinador não consegue balancear a equipe ofensivamente e defensivamente, fazendo com que ela ataque e marque de maneira irracional e sem objetividade.

Analisando tecnicamente, Juan Carrasco peca pela insistência com jogadores que já demonstraram que não têm condições necessárias para vestir a camisa rubro-negra, entre eles Vinicius, Bruno Costa, Renan Teixeira, Pablo, Bruno Mineiro e Patrick. No lado oposto, o treinador resolveu boicotar, por motivos não explicados, jovens revelações que começaram 2012 com a “bola toda”, como o goleiro Rodolfo e o meia Harrison, a grande revelação do futebol paranaense nesta temporada.

Além disso, não podemos deixar de analisar a falta de visão do técnico ao manter o meia/volante Zezinho no banco de reservas, apostando no veterano Paulo Baier como titular da equipe. Sem Zezinho, o jogador mais regular do time na temporada, o Furacão perde pegada, se torna lento e sofre com a saída de bola.

Nesta semana, Carrasco terá testes decisivos, definindo a vaga na Copa do Brasil e o título Paranaense. Se sair vitorioso em um deles, ganhará sobrevida no comando do Furacão. Se continuar com suas invenções e decepcionar nas duas competições, não começará a próxima segunda-feira na capital paranaense.

#AcordaFuracão 

 

 

 

Autor do post:
Eduardo Betinardi

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