O gol que mascara as trotadas

Paulo Baier já fui um jogador razoável. Já foi! Hoje, o “ídolo” da torcida atleticana não anda enganando tanto quanto em 2010 ou 2011. Seu futebol, muito em função da idade, anda em profundo declínio. Seu corpo já não responde a altura do que uma competição como série B exige.

Quem vê um jogo inteiro do Baier sabe que ele não marca, não corre, não acompanha as jogadas em velocidade, não arma mais como antigamente. Ou seja, cadê o Maestro? O Maestro cansou? A idade chega para todos. O que temos que ter é humildade de aceitá-la. Simples assim!

Porém, uma coisa que fica cada vez mais evidente com a idade do Baier é que ele quer sempre ganhar as coisas no grito. Seja esbravejando com o juiz, seja com seus companheiros de time, com técnico ou com comentaristas da imprensa paranaense. Ontem, em Paranaguá, após o seu gol, ele quis intimidar um repórter que estava na beira do campo. Baier o chamou de corneta após o seu gol. Baier, por favor, jogue, corra, mostre raça que todos param de cornetar. Ou então, tenha humildade e pendure as chuteiras.

Tenho enorme respeito pelo que o Baier fez em 2009 e 2010, nos livrando do rebaixamento e nos levando a quinta posição no Brasileirão, respectivamente. Porém, o que o Baier já ganhou no Atlético? E na carreira? NADA!!! Ou melhor, um título catarinense em 98 e a B em 2002 (ambos pelo poderoso Criciúma) e um Pernambucano de 2009. Isso sem contar que o Atlético é o 14⁰ clube que Paulo Baier joga. Uma média boa de títulos por clube, né?!

Muitos defendem o Baier por conta, única e exclusivamente, da ausência de ídolos. Simples assim. Baier é um jogador com uma técnica um pouco mais apurada, isso é fato, mas não é nenhum gênio, nenhum craque, nem jogador que mereça tanto crédito por tanto tempo sem resultado efetivo (títulos). Ainda mais por que ele joga mal, daí faz um gol e acha que arrebentou com o jogo.

Por isso, por favor, Paulo César Baier ou jogue se esforçando ou se aposente. Se quer jogar como está jogando, aceite as críticas! Sua função é armar o time, coisa que não tem feito.

Pra mim o Atlético é uma religião e nela Paulo Baier pensa que é Deus! Petraglia tem certeza!

Em tempo

A grata surpresa de ontem – além da vitória – foi a estreia de Renato. Garoto na “base sucateada” que mostrou bom futebol. Jogador que joga de cabeça erguida, é veloz, mostrou raça, tem bom passe, tem ótima visão de jogo, marca bem e foi, em minha opinião, o melhor em campo. Vamos olhar com carinho para esse menino e dar o suporte que ele merece que com certeza será um baita jogador. Único problema dele é o tamanho, mas nada que sua qualidade técnica não supere.

Autor do post:
Bruno Filgueiras

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2 Comentários

  • Flavio

    Bruno, parabéns pela coragem, e pela visão que você tem do Atlético, achei que era apenas eu que não gostava do Paulo Baier como jogador e influência que ele é dentro do clube. Já passou da hora de andarmos para frente, e acredito que isso só acontecerá sem o (nem tão) grande “maestro”. A necessidade de nosso capitão de ser SEMPRE a estrela do espetáculo, o centro das atenções, atrasam a vida do Atlético. Enquanto Paulo Baier jogar para ELE e não em função de um objetivo em comum a todos, apenas vejo insucesso na caminhada rubro-negra. Passes de 50 metros, de costas, toques de primeira, ou de calcanhar, e até mesmo jogadas de efeito, entre as pernas dos adversários, ou até mesmo seus corriqueiros chapéus, são apenas alguns exemplos do que a individualidade e o egoísmo do nosso camisa 10.
    Quanto ao Renato, não vi tantas boas qualidades assim, muito menos entendi o porque da saída do Deivid da equipe. Apesar de entender que ontem foi a estréia do garoto, achei um jogador mediano, e de pouca força física para posição, quem sabe a carência de jogadores, façam a torcida vê-lo como um bom jogador, em todo caso, torço muito para que dê certo!

    Saudações, e espero que dias melhores para nosso time!