Agora, é vencer em casa

O Bahia foi envolvido pelo Cruzeiro no segundo tempo

Tricolores, marcando muito atrás no segundo tempo, dando espaço em demasia ao adversário, o Bahia perdeu para o Cruzeiro por 3 a 1 no Estádio Independência, depois de abrir o escore e ter chances de matar o jogo no primeiro tempo. Com o empate do Sport contra o Figueirense, estamos a apenas três pontos da zona de rebaixamento. Agora temos dois jogos em casa e precisamos vencer para nos livrar de vez desse sufoco. A participação da torcida será importantíssima nesses dois jogos e, se a diretoria do Bahia tiver juízo, repetirá a promoção que fez contra o Grêmio, baixando o preço da arquibancada para 20 reais. O próximo jogo será domingo contra a Ponte Preta e não podemos pensar em outro resultado que não seja o triunfo. No outro domingo será a vez de pagar o Náutico. Temos que vencer os dois de qualquer maneira.

Com uma postura excessivamente recuada, o Bahia tomou um certo sufoco do Cruzeiro no início da partida, embora o time mineiro não criasse oportunidade mais concreta. Numa cobrança de falta de Fabinho, Marcelo Lomba fez boa defesa. O Bahia fez o primeiro ataque aos 10 minutos, numa bola em que Gabriel foi no fundo, cruzou pra trás, Jones tentou o chute mas acabou passando para Hélder, que mandou de esquerda para defesa do goleiro Fábio. O Cruzeiro respondeu com um chutaço de fora, que passou perto. A marcação do Bahia passou a ficar mais adiantada e o time melhorou. Quase abre o escore numa troca de passes rápida na entrada da área, que Jones chutou e o goleiro pegou. Na sequência do lance, o Cruzeiro desceu com perigo, mas nossa zaga desarmou e saiu em outro contra-ataque, tendo Gabriel entrada na área e passado para Souza, mas nosso matador não alcançou. Com Gabriel aberto na direita, criávamos nossas principais jogadas.

Nosso gol saiu  de um escanteio cobrado por Gabriel, aos 27 minutos, sendo a bola desviada por Jones Carioca, com Fahel completando para fazer 1 a 0. Depois do gol, voltamos a recuar demais e o time mineiro aumentou o volume de jogo. Acertou um chutaço na trave, num arremate de Fabinho da entrada da área. Depois foi a vez Anselmo Ramon fazer o mesmo, para grande defesa de Lomba. Apesar da marcação muito atrás, porém, chegamos ainda a ter mais uma chance no final do primeiro tempo: num lançamento de Hélder para Fabinho na área, ele desviou e quase marca.

No segundo tempo, o Bahia parece que não entrou em campo. Foi envolvido de forma contundente pelo Cruzeiro, que mandou na partida. Não conseguíamos marcar nem no campo deles nem no nosso e o resultado foi um  sufoco terrível. Começou com o chute de longe de Diego Renan, mas sem perigo. Aos oito minutos, eles chegaram ao empate numa bola cruzada, a nossa zaga deixou Martinuccio livre e ele chutou forte para marcar. Daí em diante, ninguém no Bahia se entendia e o time mineiro foi pra cima com tudo. Logo depois o time celeste desperdiçou grande oportunidade com uma cabeçada de Marcelo Oliveira.

Tava na cara que a ampliação do placar era questão de tempo, até porque as entradas de Elias e (pasmem!) o finado Mancini em nada contribuiu para nada. Nossa zaga começou a bater cabeça e até Lomba endoidou. Realmente foi uma noite para ser esquecida. O Cruzeiro fez o gol da virada, com outro chutaço de Martinuccio, após tabelar com um companheiro, aos 22 minutos; perdeu uma outra chance clara com Fabinho depois e acabou chegando ao terceiro gol numa sobra de bola em que William Magrão tocou por cima de Lomba, que estava fora do gol, aos 44 minutos.

Ninguém entendeu por que Jorginho colocou Mancini, que não jogava há muito tempo e não disse para que entrou, sendo inclusive expulso. Elias foi outro que não contribuiu em absolutamente nada. Fomos muito castigado por desperdiçar as chances que tivemos no primeiro tempo, quando poderíamos ter matado o jogo. O pior é que, para o jogo contra a Ponte, não contaremos com a dupla de zaga titular (Titi e Lucas Fonseca), além de Jussandro. Mas não há de ser nada pois teremos a força da nação Tricolor, que com certeza empurrará o time a obter um grande triunfo. Vamos ter fé.

Autor do post:
Kleber Leal

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