Chega de “bolachas quebradas”

Tricolores, nosso diretor de futebol, Paulo Angioni, está esperando o mercado de jogadores desaquecer para reforçar nossa equipe. Mas tem um detalhe que ele esquece: quando o mercado desaquece, sobram apenas as “bolachas quebradas”, aqueles atletas que não têm mercado com os clubes ditos “maiores”, aqueles de maior poder aquisitivo, e acabam sobrando para clubes considerados “intermediários” como nosso. Daí sobram jogadores como Zé Roberto, Mancini, kléberson dentre outros menos votados. Não podemos aceitar mais um negócio desses.

Tenho consciência de que clubes como Corinthians, São Paulo, Vasco, Flamengo etc. têm um poder econômico maior que o nossso, e, por isso, não podemos concorrer com eles em relação à disputa por algum jogador, até porque os grandes nomes do mercado preferem jogadar no eixo Sul-Sudeste. Mas nossa direção fica com as “bolachas quebradas” se quiser. Não é obrigada a pegar os que são rejeitados pelos clubes maiores do futebol brasileiro.  O que nossa diretoria de futebol tem que fazer é buscar um mercado alternativo, é usar a criatividade, para, com inteligência, trazer bons jogadores por preços mais baixos e que sejam desconhecidos dos clubes maiores .

Dois caminhos que podem ser utilizados para  isso são os sequintes: ir no mercado do interior de São Paulo, pois lá há várias divisões, com grandes jogadores, que podem querer vir pra cá e nos ajudar. Só para dar alguns exemplos: o Corinthians, campeão mundial deste ano,  tem jogadores como Ralf e Paulinho, que vieram de times pequenos de São Paulo. Paulo Miranda brilhou aqui no ano passado e veio do Oeste, de lá também. Edílson, o Capetinha, se destacou no desconhecido  Tanabi, de uma divisão inferior de lá, foi contratado pelo Guarani e teve uma carreira vitoriosa.

Outro mercado que pode gerar bons frutos é o mercado de vizinhos países da América do Sul, como Argentina, Peru, Chile etc., ou até mesmo do interior da Bahia. Nossa diretoria precisa se mexer mais no momento de contratar reforços, pois nosso poder aquisitivo é baixo em relação à concorrência e só com criatividade e muito trabalho de garimpo, de pesquisa, observando jogadores desconhecidos, é que poderemos contratar atletas de alta qualidade e por um preço mais baixo.

Autor do post:
Kleber Leal

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