Com SEEDORF em campo, o Botafogo SEEFORD em Pituaçu


Tricolores, perdooem-me pelo trocadilho “ousado” no título acima, mas eu não poderia deixar de retribuir a todos que me zoaram da mesma forma que eles fizeram quando o Bahia foi derrotado pelo Botafogo no primeiro turno, no Rio de Janeiro, com nossa equipe, ainda desarrumada, sendo humilhada no Engenhão com numa derrota por 3 a 0. Ontem, a história foi diferente. Com os dois times vivendo um bom momento, o Bahia foi absoluto em campo, vencendo merecidamente por 2 a 0. Conseguimos anular as principais jogadas deles e ainda tivemos várias oportunidades de fazer mais gols, principalmente no segundo tempo, quando recuamos um pouco, mas armamos vários contra-ataques que poderiam acabar em gols se não fossem a afobação e a falta de pontaria dos nossos atacantes. Mas o importante é que vencemos, e o tal Elkeson, que disse que costuma marcar contra o Bahia, passou em branco e ainda ouviu no final da partida o sonoro coro “Élkeson, Viadooooo” .

Ex-botafoguenses Fahel e Danny Morais comemoram o primeiro gol

O JOGO – Sofrendo uma marcação forte nas laterais do campo, com o Bahia interceptando as jogadas dos seus alas, que são muito bons ofensivamente, o Botafogo foi obrigado a tentar jogadas pelo meio, onde Seedorf foi anulado por Fahel, e Andrezinho, que até conseguiu articular algumas jogadas, estava também também acompanhado de perto. No primeiro tempo, o jogo transcorreu muito pelo meio, onde havia um bloqueio  forte por parte dos dois times. O Bahia começou tentando com uma cobrança de escanteio de Neto, que Fahel desviou de cabeça e o goleiro Jéfferson pegou.  A resposta do Botafogo veio com uma enfiada de bola de Andrezinho para Lucas, que foi no fundo e cruzou rasteiro para uma defesa difícil de Lomba. Depois Seedorf quase completa um cruzamento de Elkeson. Mas, em outro escanteio, Neto cruza  novamente e desta vez Fahel subiu firme e cabeceou para as redes aos 18 minutos.

O Bahia ainda teve uma chance de ouro numa escapada de Zé Roberto, que não teve perna para avançar bem e acabou dando um peteleco para defesa do goleiro. O time carioca poderia ter chegado ao empate numa troca de passes entre Andrezinho e Lodeiro na área, tendo o primeiro chutado forte, com a bola passando perto. Outra chance que eles tiveram foi numa cobrança de escanteio que nossa zaga ficou olhando e Lodeiro, livre, mandou de cabeça pra fora.

A postura do Bahia no segundo tempo fugiu um pouco o que o técnico Jorginho vinha utilizando. Em vez de marcar no campo do adversário, o tricolor esperou um pouco para sair nos contra-ataques rápidos com Lulinha (que substituiu Zé Roberto no intervalo), Elias e Gabriel. Essa tática deu certo e nós só não vencemos o jogo com mais facilidade devido à falta de faro do gol dos nossos atacantes,  que criavam bem mas desperdiçavam as oportunidades.

Numa falta logo no começo, Neto mandou a bomba e Jéfferson espalmou. Depois Elias saiu fazendo fila pela direita, passou para Lulinha, que girou e rolou para Gabriel na entrada da área. Ele chutou muito alto. Seria um golaço, com a participação de todos os nossos atacantes. Numa bola alçada na área, Hélder pegou de primeira, mas Jéfferson defendeu, Hélder mais uma vez fez grande partida e estava sendo o responsável por armar nos contragolpes, o que fez com muita maestria. Mas até Titi fez um grande lançamento para Gabriel, porém Jéfferson saiu do gol e mandou pra fora.

O Bota tentava articular alguma coisa, mas nossa contraofensiva era perigosíssima. Numa troca de passes rápidos, Seedorf passou para Andrezinho na área, mas ele, marcado por Danny Morais, chutou por cima. Após esse lance, num contra-ataque rápido, Hélder fez um lançamento com açúcar para Elias, que, livre, se afobou e adiantou demais a bola, tendo Jéfferson tirado com o pé. No rebote, Kléberson tentou por cima e Jéfferson de novo fez grande defesa.
De tanto criar oportunidades, o Bahia acabou chegando ao segundo gol, numa jogada em que o lateral Neto fechou pro meio, passou para Kléberson e este meteu no vazio para Hélder, que, com muita categoria, driblou goleiro e zagueiro e chutou para marcar aos 40 minutos. Um gol que premiou outra grande atuação de Hélder e outra grande atuação do time com um todo.

Mais uma vez Hélder jogou muito, cobriu bem o lado esquerdo e armou várias jogadas ofensivas, além de marcar outro gol. Gostei também de Diones, um carregador de piano, que não aprece para torcida mas tem sido fundamental ao time. Como evoluiu na marcação este rapaz!!!! O que roubou de bola hoje não está em nenhum gibi. Aliás, isso vem aontecendo em todos os jogos. O lateral Neto foi formidável; Jussandro se redimiu da fraca atuação passada; Fahel, enquanto esteve em campo, foi um guerreiro. Enfim, estão todos estão de parabéns. Superaram a primeira pedreira carioca nessa sequência de três jogos. Que venha agora o Flamengo, a segunda pedreira, na próxima quinta-feira.

Autor do post:
Kleber Leal

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post