Com “um a menos” fica difícil

Mancini (C) jogou muito mal, sendo uma figura nula na derrota de domingo contra o Náutico no Estádio dos Aflitos

Tricolores, estava presente no Estádio dos Aflitos e pude observar, in loco, que o Bahia perdeu para o Náutico por 1 a 0, porque, entre outros motivos, jogou com “um a menos” durante todo o tempo. Não, não tivemos jogador expulso, o problema é que o Sr. Mancini nem parecia que estava em campo, praticamente não armou uma jogada ofensiva e perdia as bolas com facilidade. Jogador que não corre e espera a bola nos pés prejudica demais a equipe. Com exceção do bom cruzamento numa falta que quase foi gol de Fahel de cabeça no início do segundo tempo, esse jogador estava perdido em campo e o técnico Caio Júnior demorou muito para tirá-lo, só o fazendo no fim do segundo tempo, fato que prejudicou bastante o time.

A partida foi muito pegada no seu início, com marcação forte dos dois times. O Timbu tentava explorar nossas laterais, onde o estreante Neto demonstrou insegurança por estar fora de ritmo e Hélder se viu rodado com o bom atacante Rainer, do time pernambucano, tanto que foi advertido com cartão amarelo desde o início. Além de entrar com Fahel e Fabinho, nosso técnico entrou com mais um volante, Victor Lemos, que, assim como os outros dois, não passa bem a bola. Com a péssima atuação de Mancini, nosso time fazia a ligação direta defesa-ataque, dando chutão para frente para o isolado Souza tentar fazer alguma coisa. Ainda bem que nossos zagueiros faziam uma ótima partida e não deixavam as jogadas do Náutico fluírem. Teve apenas uma jogada com um certo perigo, mas Titi cortou e Lomba ainda deu um tapa para escanteio. A melhor chance do primeiro tempo foi desperdiçada por nós, quando Gabriel recebeu de Fabinho em profundidade e bateu na saída do goleiro, torto e sem direção. Um gol feito desperdiçado.

O Bahia com Lulinha no lugar de Hélder no segundo tempo,  e alguns jogadores,  como o lateral Neto, demonstraram sinais de cansaço. Com isso, o time deu muito espaço ao Náutico, que foi pra cima. Com Mancini mal, o time  recuando e fazendo ligação direta, já que a bola não parava no nosso meio, o Timbu foi crescendo e a nossa equipe foi sendo sufocada, sem praticamente conseguir fazer um contra-ataque. Após Marcelo Lomba fazer grande defesa numa confusão na área, o Náutico fez seu gol, aos 42 minutos, numa bola em que Martinez foi avançando, nosso sistema defensivo ficou sem marcar e ele deu um chutaço que acertou o ângulo de Lomba e definiu o jogo.

Além da péssima atuação de Mancini, a demora do treinador em tirá-lo foi outro grande motivo da nossa derrota. O fato de, no momento de substituir Mancini, não colocar um homem de meio, como Caio, foi outro fator que que contriubuiu pra nossa derrota, resultado que nos deixa agonizando na famigerada zona de rebaixamento.

TORCIDA – Merece todo destaque o amor da torcida tricolor pelo Bahia. Em todos os aviões que partiram para Recife, na sexta e no sábado, havia vários torcedores do Bahia, com camisas, bandeiras etc. No estádio a festa foi muito bonita e, mesmo sem charanga, a massa procurou empurrar o Bahia no gogó mesmo. Festa linda. É uma pena que nossa diretoria não arrisque mais em contratações de peso, confiando na força dessa nação. O policiamento em Recife em relação aos visitantes foi excelente e até mesmo a torcida adversária teve todo o respeito por nós na entrada e na saída do estádio. A registrar de negativo apenas o princípio de confusão  após a partida, no lado de fora, entre pessoas que estavam com camisas da Bamor e  outras que vestiam camisas da Terror Tricoolor. Briga de torcidas de time adversário já é uma coisa deplorável, imagine briga entre integrantes de torcidas adeptas do mesmo clube??? O que é isso gente????. Vamos torcer em paz e tentar ajudar nosso tricolor a sair da péssima situação em que se encontra.

Autor do post:
Kleber Leal

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post