De bom tamanho

Fahel marca nosso gol e é abraçado por Obina e Adriano

Tricolores, pelo futebol que mostramos ontem na nossa estreia no Campeonato Baiano, contra o Conquista, no Estádio Lomanto Júnior, o empate em 1 a 1 acabou sendo de bom tamanho para o Bahia. Sonolento, sem criatividade e bastante vulnerável na defesa, nosso time foi envolvido durante quase toda a partida pelo time do interior, que só não venceu porque a arbitragem estava do nosso lado, Lomba apareceu bem algumas vezes e os atacantes conquistenses não tiveram tanta precisão nos chutes. Nosso meio-campo não existiu, marcando muito mal e não criando absolutamente nada. O argentino Paulo Rosales, muito lento e bem marcado, poucas vezes conseguiu articular alguma coisa. Como a bola não chegava no ataque, nossos homens de frente ficaram prejudicados, até porque também não tiveram o apoio dos laterais. Mas, das pouquíssimas vezes em que a bola chegou, Obina e Adriano deram trabalho, provando que podem nos ajudar muito este ano.

Com Diones perdido em campo, Hélder errando muito e Jussandro deixando uma verdadeira avenida no lado esquerdo, o Conquista começou dando pressão no Bahia e, logo aos oito minutos, teve um gol legal anulado, numa bola em que o meia deles mandou por cima da defesa e o lateral Raul, em condição legal, fuzilou pra marcar, mas o juizão invalidou, marcando impedimento, felizmente. Depois, Mica foi descendo pela esquerda, com Jussandro assistindo, e mandou o balaço: Lomba fez grande ponte. Teve outro lance em que o escanteio foi cobrado no primeiro pau, um atacante deles desviou e nosso paredão defendeu em no puro reflexo.

O grande problema era que a bola não chegava muito no nosso ataque. Ela chegou aos 23 minutos, num belo passe de Rosales para Adriano “Michael Jackson”, só que ele foi desarmado na hora do chute. Depois, o próprio Adriano acertou uma cabeçada na trave e, na sequência, Obina quase marca de bicicleta. Mas o Conquista estava melhor e seus atacantes trocavam passes facilmente, envolvendo nossos volantes, e ficando no mano a mano com nossa zaga, onde Titi teve que jogar por ele e pelo fraco Briner. No final do primeiro tempo, o time do interior mandou uma bola na trave, numa cabeçada de Carlos Alberto, aproveitando um cruzamento de Emílio no lado esquerdo da nossa defesa. Eles ainda tiveram dois chutes da entrada da área, que passaram muito perto.

Vendo que Jussandro estava muito mal no jogo e ficou pendurado com cartão amarelo, Jorginho substituiu ele por Magal no intervalo e, com isso, nosso lado esquerdo melhorou muito, pois o jogador mostrou mais personalidade e passou a pelo menos tentar apoiar, conseguindo articular algumas jogadas. Mas o gol que tomamos, aos cinco minutos, foi numa jogada do lado dele, onde a sobra ficou livre para Alessandro Azevedo, que chutou rasteiro, tendo a bola passado por todo mundo e entrado. Um atacante do Conquista que fez o corta luz no lance estava impedido mas o árbitro não marcou nada.

Depois do gol, o Bode procurou recuar para tentar contragolpear. O Bahia, mesmo desordenado, foi à frente e quase empata numa cabeçada de Hélder pra fora. Brinner deu uma entregada e o atacante do Conquista perdeu uma chance, mandando por cima. Chegamos ao empate, aos 27 minutos, numa cabeçada de Fahel, aproveitando um cruzamento de Neto numa falta. O lance foi muito duvidoso e eu acho que Fahel realmente fez falta. A entrada de Maquinhos Gabriel no lugar do inútil Diones deu mais fogo a nosso ataque, pois o atleta, com mais velocidade, procurou partir pra cima da zaga adversária, embora sem tanto sucesso. No final, o Bahia ainda fez o segundo, numa cabeçada de Danny Morais, mas o árbitro marcou falta, num lance também muito duvidoso.

No 100º jogo com a camisa do Bahia, Lomba provou mais uma vez por que é o maior ídolo da torcida. Fez defesas importantes no início do jogo, em bolas difíceis que, se entrassem, poderiam complicar completamente nossa vida. Sem dúvida, foi o melhor do Bahia em campo. Jussandro e Briner, mais uma vez, decepcionaram, assim como Neto, Hélder e Diones, ao passo que  Danny Morais e Magal entraram muito bem. Muita gente criticou a dupla Obina-Adriano, mas, a partir do momento em que as bolas chegarem do meio e das laterais para eles, os dois vão mostrar o faro de artilheiro que têm. Espero que, na partida de domingo, contra o Juazeirense em Pituaçu, o time mostre um  bom futebol, vença e convença, coisa que há muito tempo não acontece.

Autor do post:
Kleber Leal

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