Empate foi lucro

Apesar de cruzar e chutar melhor, o meia Caio demonstrou a mesma lentidão e omissão de Mancini

Tricolores, com a atuação abaixo da crítica que tivemos contra o Atlético de Goiás, o empate em 1 a 1, ontem em Pituaçu, saiu no lucro. Abrimos o escore logo no início da partida, mas o time de Goiás, de um modo geral, foi muito superior ao nosso, notadamente no segundo tempo, quando o Bahia “morreu” fisicamente em campo e só não tomou a virada por força do destino. O impressionante é que, com exceção de Marcelo Lomba e do prata da casa Jussandro na marcação, ninguém jogou nada, até mesmo a dupla de zagueiros, que vinha tão bem, falhou no gol de empate. O volume de jogo do Atlético foi muito superior e eles chegaram à merecida igualdade no final. O primeiro turno acabou e, com o futebol apresentado pelo Bahia até agora na competição, não terminar a fase na zona de rebaixamento do Brasileirão foi um lucro muito grande.

 

Quando o Bahia fez 1 a 0 logo aos quatro minutos, numa cobrança de falta de Caio que Fabinho desviou de cabeça para fazer, deu a falsa impressão de que ganharia a partida sem maiores problemas. Grande engano. A partir daí nosso time começou a errar passes, Caio, que substituiu Mancini, paradão no jogo, o lateral Neto também, e nada dava certo. Chegamos até a ameaçar discretamente o adversário, mas em lances na doida, sem nenhuma organização tática. Teve um chute de Souza , que Márcio defendeu sem maiores problemas, e uma cabeçada de Fahel, que a zaga interceptou. O Atlético chegou numa cobrança de falta de Márcio e, a partir dos 10 minutos finais do primeiro tempo, eles alugaram o campo, botando o Bahia na roda, e ainda acertaram a trave num chute forte da entrada da área.

 

Se fôssemos cronometrar o tempo de posse de bola entre o Bahia e o Atlético no segundo tempo, acho que o Dragão ficou o dobro ou triplo a mais que o Bahia. Nosso tricolor, com muitos jogadores com idade avançada e sem jogar há muito tempo, assistiu ao time goiano ir pra cima várias vezes, criando várias situações de perigo. Depois que Caio Júnior teve a infeliz ideia de tirar Jussandro, sendo acertadamente chamado de “burro” pela torcida, o lado esquerdo da nossa defesa virou uma avenida, onde Marcos, ex-Bahia, fez o que quis em cima do improvisado Victor Lemos. Pelo Lado direito, o “cansado” Neto também sofreu com o lateral Eron.

 

O Dragão foi crescendo e o Bahia apenas teve ataques esporádicos, como uma cabeçada do estreante Cláudio Pitibull, uma cobrança de falta de Caio e um desvio de Souza, que passou perto. Nosso adversário, demonstrando muito mais preparo físico, foi aumentando a pressão e dava pra sentir que mais cedo ou mais tarde eles chegariam ao empate. No sufoco, Lomba fez grande defesa num chute rasteiro do zagueiro Gustavo. Eles acertaram novamente a trave num lance em que Victor Lemos escorregou e Patrick chutou à meia altura, sendo que na volta Ricardo Bueno quase marca (Fahel desviou).

 

De tanto pressionar, o Atlético chegou ao empate, numa bola cruzada que Danny Morais não subiu e Tiago Lemos mandou de cabeça para marcar. Depois eles ainda tiveram um bom chute do zagueiro Gustavo e o Bahia numa cabeçada de Souza que Márcio defendeu tranquilamente.

 

A atuação do nosso tricolor foi abaixo da crítica. A bola não parava no nosso meio-campo, erramos passes demais e, no segundo tempo, insistimos na ligação direta defesa-ataque. A falta de preparo físico no segundo foi visível também. Tudo indica que teremos muito sofrimento nesse segundo turno, pois não vejo no nosso elenco jogadores em condições de reverter essa situação. Temos vários atletas com idade avançada no time, como Neto, Zé Roberto, Cláudio Pitibull, Mancini e alguns voltando de contusão, como Jéferson. Como o campeonato chegou a sua metade , a situação está muito difícil. Estamos pagando por falta de planejamento de por contratações equivocadas. Se conseguirmos permanecer na elite, teremos que fazer muita festa no final do ano. Mas temos que torcer muito para que essa festa realmente aconteça.

Autor do post:
Kleber Leal

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