Quem não chuta não faz gol…

O sistema defensivo da Portuguesa foi eficiente e, nos contra-ataques, o time paulista quase ganha a partida

Tricolores, ontem, no insosso empate sem gols contra a Portuguesa, em Pituaçu, até tivemos mais volume de jogo, porém pouco chutamos a gol ou levamos perigo à meta adversária. Aliás, analisando friamente, se alguém mereceu ganhar foi a Lusa, que, além de ter uma bola salva por nossos defensores em cima da linha, mandou uma bola na trave e teve um gol legítimo anulado. Nosso sufoco aumenta,  continuamos na zona de rebaixamento e ontem, após os resultados da rodada, caímos mais uma casa (estamos em 18º lugar), pois o Palmeiras venceu o Botafogo e passou a ficar em 17º. Como disse meu amigo Geraldo Viterbo, o Bahia conseguiu ser pior que a Portuguesa, que é um dos times mais fracos da competição e que tem como titulares o volante Boquita e o zagueiro Valdomiro, que saíram daqui por deficiência técnica.

A partida começou a todo vapor, com a  Portuguesa partindo pra cima do Bahia, numa boa jogada do ex-tricolor Ananias, que chutou para a defesa de Marcelo Lomba. O Bahia respondeu com um cruzamento perigoso de Lulinha. Depois a Lusa teve uma grande chance numa blitz na nossa área, que Lomba defendeu. Daí em diante, o Bahia pressionou, pressionou, tomou conta das ações, com boas atuações de Zé Roberto e Lulinha, mas errava o último passe ou não chutava a gol.  A Portuguesa se defendia como podia. Essa situação ficou até cerca dos 30 minutos, quando o time paulista começou a se soltar um pouco mais, no entanto o Tricolor de Aço continuou dominando as ações. Júnior furou numa chance de ouro para marcar. Mas, num contra-ataque da Portuguesa, o juiz anulou um gol legítimo, marcando impedimento. Dessa vez a arbitragem nos beneficiou. Apenas nos minutos finais o Bahia arriscou alguns chutes de longe, como num de Zé Roberto pra fora e outro de Diones que Dida bateu roupa. Numa cruzamento de Lulinha, Titi desperdiçou de cabeça. Um outro lance de perigo a nosso favor foi uma triangulação em que Ávine recebeu na área mas Dida pegou.

O Bahia, para o segundo tempo, voltou com Rafael Gladiador no lugar de Júnior e Gabriel no Ávine, partindo de forma muito mais incisiva ao ataque. Porém, se expôs em demasia e por pouco não amargávamos uma derrota, afinal una bola do adversário foi salva em cima da linha por Diones, que desviou . Além disso, eles acertaram um chutaço na trave.  O Bahia atacava, girava a bola para um lado, para o outro, mas não chutava a gol. Até teve uma ótima chance de cabeça que Rafael Gladiador colocou pra fora, livre, e outra com o mesmo Rafael, que deu um chutão pra longe.

No geral, o Esquadrão de Aço ficou tipo “arame liso”: cercou, cercou e nada de produtivo conseguiu. É impressionante como ninguém do Bahia parte pra cima com a bola dominada para driblar o adversário, nem mesmo o tal Ryder, que entrou depois, correu muito e pouco produziu. A Lusa estava retraída, com muitos homens na marcação, mas saía perigosamente para o ataque. O maior volume de jogo do nosso tricolor  não foi traduzido em arremates ao gol ou lances mais incisivos que pudessem redundar em  gol. Sinceramente, não temos centroavantes: Júnior mais uma vez foi muito mal e Rafael Gladiador ficou no mesmo nível. Souza está fazendo muita falta. Ávine precisa se recuperar pois tem sido um a menos em campo. E os laterais? Até quando vamos improvisar?. As rodadas vão passando, passando e os resultados não vêm. Estou com muito medo de o pior acontecer com nosso time: ser rebaixado para a Segunda Divisão. DEUS queria que não.

Autor do post:
Kleber Leal

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