Sorte e competência

O Caveirão Souza (D) fez a diferença no jogo de ontem: deu o passe para o gol de Gabriel e marcou o segundo do Bahia

Tricolores, o elemento SORTE, que nos abandonou em partidas contra o Flamengo e Internacional, que merecíamos vencer, voltou com força total no nosso triunfo de ontem contra a Ponte Preta por 2 a 0. O time de Campinas mandou no jogo durante os 90 minutos, parecia treino de defesa contra ataque, mas felizmente os atacantes paulistas não tiveram competência para concluir em gol as oportunidades criadas, e os nossos, ao contrário, das três oportunidades que tiveram, fizeram dois gols. Como eu já havia previsto, Souza fez a diferença, pois, além de colocar Gabriel de cara no nosso primeiro gol, o Caveirão fez o segundo.  Foi o triunfo da superação, afinal jogamos com a zaga reserva, volante reserva, laterais que continuam improvisados e vencemos um time bem arrumado e que vem fazendo boa campanha neste Brasileirão. O resultado  nos tirou da zona de rebaixamento, mas hoje, no complemento da rodada, precisamos torcer para o Coritiba perder para o Vasco para não voltarmos a ficar entre os quatro últimos.

A Ponte Preta desde o início do jogo tomou as rédeas da partida, indo pra cima do Bahia, cujos volantes marcavam mal e a zaga, extremamente lenta, tomava perigosas bolas nas costas. Felizmente, na primeira jogada ofensiva que o Bahia conseguiu armar, aos 9 minutos, chegou ao gol, num ótimo lançamento de Souza para Gabriel, que na saída do goleiro bateu por cima, acertando o ângulo. Logo em seguida a Macaca quase empata, num lançamento para Roger, que Marcelo Lomba pegou. Num outro lance, numa falta cobrada, nossa zaga assistiu e Tiago Alves testou livre pra fora. Era um sufoco só, pois nossos volantes, quando conseguiam tomar a bola, passavam mal.  Zé Roberto e Mancini nada criavam e a bola era só no nosso campo, numa pressão enorme. Zé Roberto pelo menos ajudou na marcação, mas Mancini, para variar, foi um zero à esquerda. Numa falta cobrada por Marcinho, Lomba fez defesaça num chute rasteiro. Após ter um gol corretamente anulado, pois Roger fez falta, o próprio Roger perdeu um gol de forma inacreditável, numa bola que foi cruzada e ele, livre, testou pra fora.

Na segunda etapa, a pressão da Ponte aumentou, mas aí nossos zagueiros reservas, notadamente Alysson, ex-Feirense, segurou a onda e, nas bolas em que eles não cortavam, ou Lomba fazia a defesa ou os atacantes adversários desperdiçavam. Mesmo jogando mal o Bahia podia ter feito 2 a 0 aos 12 minutos, se Souza não perdesse uma chance incrível, chutando por cima após grande jogada de Gabriel. Depois disso aí, a Ponte caiu pra cima, criou várias oportunidades e nosso time cometia o erro de não colocar a bola no chão pois, quando tentava isso, errava muitos passes. Teve uma bola que Dones interceptou um cruzamento que o atacante deles iria completar para o gol. Em outra jogada a bola foi chutada de dentro da área, bateu na trave e, na volta, o atacante da Ponte chutou e Fabinho salvou em cima da linha. Após esse lance, pensei: o Bahia precisa armar um ataque pois o adversário está perdendo muitos gols e quem não faz leva. E não deu outra. Após um bom ataque deles que a bola foi cabeceada pra fora e outro em que Roger chutou nas pernas de Lomba, armamos um contragolpe com Luinha, que deu um corte no zagueiro e rolou para o Caveirão dominar e mandar para o fundo das redes, fazendo 2 a 0 e dando números finais ao jogo.

Todos nós ficamos muito felizes com o resultado, até porque tínhamos vários desfalques no nosso sistema defensivo, porém a atuação da equipe deixou muito a desejar. Temos jogadores experientes no elenco e tem horas que eles precisam esfriar o jogo, tocar a bola, coisa que não conseguimos fazer nessa partida. Aceitar uma pressão louca como aceitamos é outra coisa que não podemos admitir. Fora de casa, a gente pode até jogar com cautela, mas não podemos ficar totalmente na defesa, errando passes em demasia, saindo poucas vezes ao ataque etc. Ainda bem que a sorte realmente esteve do nosso lado. E esse fator, aliado à boa atuação de Gabriel, Souza,  Lulinha e Marcelo Lomba, foi importantíssimo para conseguirmos esses três pontos. Domingo, contra o Náutico nos Aflitos, será uma pedreira e nós não poderemos repetir os erros de hoje. Temos que jogar com inteligência, esperando o time pernambucano e partindo para o ataque. Além disso, vamos torcer para que a SORTE de ontem continue nos iluminando.

Autor do post:
Kleber Leal

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post