Tricolor avassalador

Melhor jogador do Bahia ontem, Hélder (C) comemora com os companheiros o primeiro gol do Bahia

Tricolores, de maneira verdadeiramente avassaladora no segundo tempo, onde praticamente foi um treinamento de defesa contra o ataque, o Bahia virou o jogo, ontem, contra o Figueirense em Pituaçu, pelo Brasileirão, vencendo merecidamente por 2 a 1. O time teve muita dificuldade para entrar na área do Figueira na primeira etapa, notadamente pela fraquíssima atuação de Rafael Gladiador, que surpreendentemente começou no lugar do suspenso Souza. A entrada de Lulinha no intervalo, substituindo Rafael, fez o time ficar mais rápido e, com uma marcação bem adiantada, o Bahia imprensou completamente o time catarinense. Se não fosse o goleiro Wilson, nosso tricolor teria dado uma goleada histórica. O placar de 2 a 1 para o Bahia não refletiu a realidade do jogo.

Com muita marcação dos dois times, a primeira etapa da partida foi mais ou menos equilibrada, com uma ligeira superioridade do Bahia. Nossa defesa estava até bem postada, mas os ataques do nosso tricolor esabarravam nos erros de Rafael Gladiador, que não conseguiu dar sequência a uma jogada, sendo um a menos em campo. Mesmo assim, tivemos uma chance de ouro com Jones Carioca, que ganhou do zagueiro na corrida e chutou muito mal, perdendo um gol feito. Antes disso, num cruzamento na área, Jones tocou pra trás e Hélder bateu forte para fora.

Depois o Bahia tentou chegar com cruzamentos pelo alto e rasteiro, mas sem oferecer maiores perigos. A resposta do Figueira veio com um chute pelo alto e pra fora de Túlio, após receber de Júlio César. O próprio Túlio pegou um rebote e chutou por cima. Na sequência, Titi rebateu mal um escanteio e quase faz contra. A esta altura da partida, o time catarinense estava chegando bem mais à frente do que o Bahia e acabou fazendo 1 a 0, numa bola que foi cruzada, passou por todo mundo e Júlio César, de cabeça, mandou para as redes aos  33 minutos. Apesar da desvantagem no placar, o Bahia não se apavorou e tentou o empate com um chute de Fahel da entrada da área, mas a bola subiu muito.

Com Lulinha no lugar de Rafael Gladiador no segundo tempo, o Bahia foi todo pressão, partindo com tudo para cima do Figueirense, com uma marcação quase que sob pressão. O time catarinense praticamente não conseguia armar ataque, tal a superioridade do nosso tricolor. Logo de cara, Neto acertou uma bola na trave numa cobrança de falta. Depois Lulinha entrou driblando, e passou para Diones bater da entrada da área para defesa do goleiro, que quase bateu roupa Lulinha entrou pelo meio e bateu de fora, com a bola passando perto.

A pressão era grande e, como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, chegamos ao empate numa bola em que Jones Carioca rolou para Jussandro, que avançou, cruzou com veneno, a bola passou por todo mundo, mas sobrou para Hélder tocar e decretar o merecidíssimo empate, aos 37 minutos.

Se a torcida estava apoiando o tempo inteiro, após o empate, o incentivo foi maior ainda. Mas tomamos um susto no único ataque perigo do adversário, quando a bola foi rolada para Túlio, que bateu forte da entrada da área e a redonda passou raspando a trave. Após o susto, o Bahia continuou a pressão. Numa triangulação rápida entre Kléberson, Jones e Elias, o último entrou livre mas adiantou demais a bola, o que facilitou a defesa do goleiro. Depois, Jussandro desceu e cruzou na área, a bola sobrou para Elias, que pegou de primeira e quase faz um golaço, pois a bola passou perto.

Jones Carioca recebeu de Lulinha na corrida, e, de cara, chutou em cima do goleiro do Wilson, que na sequência defendeu um chute de Hélder. O goleiro do Figueira, sem dúvida o melhor jogador em campo, fez duas defesas cinematográficas consecutivas, num chutaço de Jones e outro de Cláudio Pitibull. O Bahia já merecia e a virada e ela veio numa troca de passes entre Hélder e Jones, que trombou com a zaga e a bola sobrou para Cláudio Pitibul tocar com classe e marcar aos 45 minutos. Festa em Pituaçu, triunfo merecido do Bahia.

Hélder foi o melhor jogador do Bahia, marcando muito, fazendo ótimos lançamentos e, mais uma vez, brocando.Gostei muito também da atuação de Elias, com grande movimentação e muita raça. Jones Carioca poderia ter coroado sua [ótimas jornada se tivesse convertido as chances que perdeu. Nosso treinador corrigiu o erro de apostar em Rafael Gladiador ao colocar Lulinha, que mudou a história do jogo, com um futebol incisivo, buliçoso, que ajudou a desmontar o sistema defensivo do Figueira. Nossa torcida mais uma vez deu show. Foi muito bom o espetáculo em si, com o Bahia apresentando um futebol de alto nível, que o credencia a se afastar cada vez mais da zona de rebaixamento e até surpreender bastante, com um classificação final que poucos acreditavam. Continue assim, Bahêa!!!!

Autor do post:
Kleber Leal

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