Triunfo da superação

Seguido de perto pelo folclórico repórter Zé Bim, Neto comemora o gol que deu o triunfo do Bahia no jogo de ontem

Tricolores, num dia em que a zaga reserva demonstrou muita insegurança, que todo o time jogou muito mal e que o adversário teve chances de matar o jogo no primeiro tempo, o Bahia mostrou raça e força de vontade na etapa final para vencer a Ponte Preta por 1 a 0, gol do lateral Neto, num triunfo importantíssimo na nossa luta para permanecer na Série A no ano que vem. Os resultados da rodada não foram tão bons, por isso esse triunfo foi importantíssimo, mas precisamos vencer o Náutico no próximo domingo para nos livrarmos de vez do risco de rebaixamento. A luta continua. O triunfo de hoje foi o triunfo da superação de um time que tinha a defesa desfalcada, resistiu à pressão adversária e conseguiu marcar um gol que nos deu os três pontos.

 

O Bahia começou a partida tal como terminou na derrota contra o Cruzeiro: displicente, errando todos os passes, com uma marcação frouxa e com um agravante a mais: a zaga reserva, formada por Fabinho e Alison, totalmente insegura, deu vários moles, felizmente não aproveitado pelos atacantes da Macaca, que estavam numa tarde infeliz. Se eles concluíssem, em gol as chances que tiveram na primeira etapa teriam matado o jogo.
Numa escapada de Nikão pela esquerda, a bola foi cruzada e Baraka concluiu em cima da zaga. Depois Luã, que fez o que quis com nosso sistema defensivo, entrou pelo meio e chutou mascado para defesa de Lomba. Em outro lance, Nikão, que também deitou e rolou, fez o cruzamento e a bola foi cabeceada pra fora, com muito perigo.  O Bahia não viu a cor da bola e a Ponte ia crescendo no jogo cada vez mais, dando uma angústia terrível em todos nós. A única bola perigosa do nosso tricolor foi um chute de Hélder, aproveitando uma saída errada de bola da Ponte, que explodiu no peito do goleiro Édson Bastos.

 

Nosso time estava muito nervoso e cometeu erros infentis. Numa atravessada de bola errada, Neto terminou dando um presente para Róger, que demorou de chutar e desperdiçou, quando poderia passar para Nikão, que estava livre. Depois Luã recebeu sozinho na direita e chutou cruzado, com a bola passando muito perto. Fabinho passou errado e deu outro presente para Roger, que tentou do meio da rua mas a bola foi pra fora. Mais uma vez Luã cortou pro meio e deu um chute no canto. Marcelo Lomba pegou em dois tempos. Eles ainda tiveram outra boa oportunidade, quando Baraka, na frente da área, isolou a bola.

 

Confesso que fiquei rezando para acabar logo o primeiro tempo, pois a Ponte estava bem perto de abrir o escore e o Bahia não acertava nada, com todo o time preocupado com nossa zaga reserva, que se esforçava mas errava demais. No segundo tempo, o Bahia melhorou um pouco a marcação e começou também a criar, embora não passasse confiança de que venceria a partida. Mas uma coisa é certa: garra e determinação não faltaram e o time foi à luta. Depois do susto que tivemos, com uma bola em que o lateral deles chutou cruzado e nós tiramos com o olho, o Bahia acordou no jogo e passou a criar oportunidades também.

 

No nosso primeiro ataque, Souza desceu pela direita, chutou cruzado mas a zaga rebateu. Depois Neto cruzou, Fahel desviou de cabeça e Édson Bastos mandou para escanteio. A torcida empurrava e o Bahia ia pra frente no peito e na raça. Na sequência, Zé Roberto escapou pela direita, tocou para Hélder, dentro da área, e o meia mandou a bomba, que foi desviada pela zaga. Numa cobrança de falta, Neto tentou surpreender o goleiro chutando direto, mas Édson Bastou defendeu de soco. Numa descida rápida, Zé Roberto tocou para Diones, que botou Souza na cara do gol, mas o Caveirão tentou colocar e o goleiro pegou. Na sobra, Zé Roberto tentou de novo e o goleiro defendeu novamente.

 

A torcida estava inflamada e o time ia pra frente, sendo que nos 15 minutos finais nossa defesa se comportou um pouco melhor e desarmava os ataques da Ponte. Aos 35 minutos, finalmente o Bahia abriu o escore, numa troca de passes entre Zé Roberto e Neto, que lançou para Diones. Este rolou para  Hélder na área, que tocou para Neto chutar rasteiro e colocado para marcar. Alívio e festa em Pituaçu. Daí em diante, só fiquei torcendo para o jogo acabar, pois temia muito por nossa defesa, embora a garra de Fabinho e Alissom tranquilizasse um pouco.

 

Foi realmente um sufoco, mas a esta altura do campeonato o importante é vencer os jogos, mesmo que não jogue bem. Contra o Fluminense, Grêmio e outros, jogamos bem mas não conseguimos vencer. Ontem foi o contrário.  Prefiro jogar mal e ganhar, fazer os três pontos e, felizmente, a sorte esteve do nosso lado, tivemos mais competência e saímos vencedores. A participação da Nação Tricolor foi fantástica pois ela deu a injeção de ânimo que o time precisava para vencer. Contra o Náutico, vai ser outra pedreira e nossa torcida precisa continuar apoiando e incentivando o time para mais um triunfo.

Autor do post:
Kleber Leal

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