Triunfo na despedida

Adriano "Michael Jackson" não fez gol, mas deu muito trabalho à defesa da Juazeirense na partida de ontem

Tricolores, ontem nos despedimos do simpático Estádio de Pituaçu tal como estreamos em 2009, após a reforma e ampliação da praça esportiva: vencemos a  partida. O resultado de 2 a 0 frente à Juazeirense só veio a confirmar  a sorte que esse estádio sempre nos deu, afinal nele conseguimos o acesso à Série A em 2010 e recuperamos o título estadual no  ano passado. Não resta dúvida  de que o caldeirão vai deixar saudade, mas agora é vida nova, pois vamos retornar a nossa casa principal, a moderna Arena Fonte Nova, na esperança de que o time do Bahia consiga reeditar os grandes momentos que teve por lá, chegando inclusive duas vezes ao título máximo do futebol nacional.

Na partida contra a Juazeirense ainda não praticamos o futebol que todos nós tricolores esperamos, mas, em relação a jogos anteriores, já houve uma melhora, pelo menos em alguns momento do jogo. Depois de começar sonolento, sem criatividade e inseguro na defesa, coisa que durou até os 25 minuto do primeiro tempo, quando o adversário, fez alguns chutes da entrada da área e perdeu um gol feito após falha de Titi, o Bahia passou a comandar as ações, com boas  descidas dos laterais e muita participação dos meias Rosales e Marquinhos. Na frente, Adriano “Michael Jackson”, com muita movimentação, dava muito trabalho À defesa adversária.

Na primeira chance do Bahia, Neto cruzou e Adriano bateu de virada, para boa defesa do goleiro. Na sequência, Magal cruzou da esquerda e Titi mandou de cabeça na trave. A esta altura, Rosales já estava se destacando com ótimos lançamentos para os companheiros. Numa bola dele para Marquinhos, o meia cruzou e Obina deu uma bela cabeçada para defesa difícil defesa do goleiro. Depois, num lançamento d três dedos de Rosales, o goleiro saiu mal e largou nos pés de Obina. O artilheiro chutou rasteiro para marcar o primeiro gol com a camisa do Bahia, aos 39 minutos. Logo depois Diones arriscou um chute sem muito perigo e o Bahia teve um gol anulado, numa bola cruzada na área, que Adriano tocou de peito e Marquinhos concluiu mas estava impedido.

O Bahia começou p segundo tempo  tal como terminou o primeiro: fazendo muita pressão no adversário. Logo de cara, Obina perdeu um gol feito num belo lançamento de Marquinhos, que ele chutou em cima do goleiro. Na sequência, Marquinhos colocou Adriano de cara e ele chutou para outra boa defesa do goleiro. O adversário, num contra-ataque, quase chega ao empate nenhuma bola em que Dêmerson deu mole e Deon chutou, com Lomba fazendo bela intervenção.

O Bahia continuava melhor e, num cruzamento de Neto, a bola espirrou e Adriano perdeu um gol incrível. Depois de um passe de Rosales para Diones, ele rolou para Obina, de cara, perder outra oportunidade. Nos quinze minutos finais o Bahia caiu muito de produção e o adversário, parecendo melhor fisicamente, passou a ter umas investidas perigosas, como um chute em que a bola quase morre no ângulo de Lomba. O Bahia teve outro gol anulado, de Obina, que também estava impedido. O adversário respondeu com um bom chute da entrada da párea, mas Lomba defendeu. Com a entrada de Talisca e Mateus, o nosso time criou novo ânimo e, logo na primeira bola, Talisca arrematou forte, o goleiro bateu-roupa e Matheus perdeu gol feito. Depois, numa cobrança de falta de Talisca na área, Fahel desviou de cabeça e fez o segundo para a festa da Nação Tricolor.
Gostei da atuação de Rosales e Marquinhos, que têm tudo para subir mais de produção, ajudando bastante o time. O lateral Magal também produziu bem mais que Jussandro vinha produzindo, pois, além de reforçar nosso lado esquerdo, fez boas jogadas de apoio. Adriano, para mim, fez grande partida, só faltou o gol. Talisca também foi bem. Não gostei do nosso sistema defensivo, onde a dupla Titi e o estreante Dêmerson titubearam muito. Aliás, Dêmerson foi uma grande decepção. Na realidade nossa marcação no meio precisa melhorar muito, mas, mesmo assim, o time tem tudo para crescer na competição. Quanto a Pituaçu, vou cantar o  que a Bamor cantou ontem no final da partida: “Ahn, Ahn, ão, valeu meu caldeirão!!! E espero que aas autoridades não deixam o estádio se deteriorar.

Autor do post:
Kleber Leal

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