Uma saborosa moqueca de bacalhau

A deliciosa moqueca de bacalhau foi saboreada por Diones, Souza, Jones Carioca e toda a Nação Tricolor

Tricolores: foi lindo, maravilhoso, excepcional, chocolate, show, espancamento, sapeca-iá-iá. Todos esses adjetivos podem classificar o triunfo maiúsculo do Bahia, por 4 a 0, ontem em São Januário, numa partida em que Jones Carioca cozinhou a moqueca de bacalhau, dando show, marcando duas vezes e fazendo o cruzamento para outro gol, além de deixar em polvorosa a defensiva adversária. Ele “incendiou” a língua de todo mundo, inclusive a minha, com uma atuação impecável, que fez com que a equipe não sentisse falta de Gabriel. Souza também fez dois e foi estupendo; Hélder e Diones idem, a dupla de zaga também; Jussandro anulou Éder Luiz; enfim, o time todo está de parabéns, principalmente o comandante Jorginho, que, com os mesmos jogadores que o técnico anterior tinha à disposição, está fazendo com que o time jogue bonito, pra frente e consiga grandes resultados, como esse histórico 4 a 0.

Os dois times fizeram um primeiro tempo extremamente equilibrado, de muita marcação, onde as duas defesas mostravam-se bem seguras. O time carioca procurava explorar nossa lateral esquerda, tendo inicialmente Jussandro rateado um pouco, mas depois se firmou e evitou as descidas do adversário pelo seu lado, anulando completamente o perigoso Éder Luís. Nosso problema era que, embora a marcação estivesse bem, o passe na saída de bola era muito imperfeito, e Souza estava isolado na frente. O Bahia tomava a bola e passava errado, notadamente Hélder. Logo no início Alecsandro bateu com muito perigo de dentro da área. O Bahia respondeu com um bom cruzamento que foi interceptado por Fernando Prass. Numa saída errada da defesa do Vasco, Jones Carioca entrou livre, em totais condições de marcar, mas chutou errado, perdendo a melhor chance da partida. Na sequência, numa bola cruzada na área, Danny Morais tirou de forma atabalhoada e quase fez contra. A bola foi a escanteio, que, na cobrança, Alecsando desviou de cabeça, para Lomba defender.

Nos minutos finais, o Bahia recuou um pouco a marcação e o Vasco cresceu, empurrando nossa equipe para o campo de defesa. Porém, num contra-ataque fulminante, Hélder desta vez acertou o passe e  lançou Diones na direita; ele passa para Jones Carioca na entrada da área, este dribla o marcador, entra na área e cruza para Souza tocar de cabeça e fazer 1 a 0. O Vasco anda tentou depois com um chute de longe de Éder Luiz, sem muito perigo, tendo o Bahia respondido da mesma forma com um chute de Hélder.

Provavelmente o Vasco esperava um Bahia recuado no segundo tempo, explorando os contra-ataques. Mas que vem acompanhando o time de Jorginho, sabe que a filosofia agora é outra: o Bahia foi pra cima para fazer mais gols. E o segundo veio logo aos 4 minutos, num lançamento de Hélder para Zé Roberto ir no funo e cruzar. Jones Carioca chutou duas vezes e brocou. O Bahia ficou absoluto em campo, dando inclusive olé no Vasco. Com um futebol envolvente, virando sempre o jogo, fez com o time carioca ficasse perdido, assistindo ao chocolate. E o terceiro gol surgiu, aos 12 minutos, num lançamento primoroso de Souza para Jones Carioca, que, na corrida, deu um corte seco em Fernando Prass e mandou pro gol vazio, coroando sua grande atuação.

O show continuou e o Vasco foi totalmente envolvido, tanto que o treinador Cristóvão, mesmo tomando de três, colocou um volante (Eduardo Costa) no lugar de um atacante (Éder Luiz), para evitar um massacre maior. É verdade que eles perderam um gol feito numa bola em que Tenório mandou na lua de dentro da área. Mas o Bahia era muito superior e que chegou ao quarto gol, novamente com Souza, dominando e chutando rasteiro, após receber grande lançamento de Hélder. Depois foi só administrar com uma marcação avançada, sem dar nenhuma chance de qualquer reação ao Vasco.

Nossos volantes, notadamente Hélder e Diones, que costumam errar muitos passes, hoje foram formidáveis nesse quesito a partir do final do primeiro tempo. Além disso, saíram muito bem pro jogo, sendo responsáveis por grandes jogadas ofensivas. Os laterais nem precisaram subir tanto, pois ficaram resguardando o nosso sistema defensivo quando os volantes atacavam. Como foi legal ver o garoto Jussandro bloquear as jogadas vascaínas pelo seu setor!!!! Marcou como gente grande, experiente, causando inclusive a expulsão de um jogador do Vasco, irritado com a forte e eficiente marcação.

Sem essa de dizer que o Vasco tinha muitos desfalques, afinal nossa equipe jogou o campeonato todo improvisado nas laterais, e sem alguns jogadores que hoje são titulares. Sem contar que, nos últimos jogos, batemos bem o Santos e o São Paulo, que estavam com força máxima (Luís Fabiano não jogou por opção do treinador deles). O triunfo de ontem foi consagrador, que enche de orgulho a Nação Tricolor, feliz com a recuperação do time. É importantíssimo, porém, mantermos essa pegada, respeitarmos todos os adversários, mas sempre partir para ganhar os jogos, seja em casa ou fora dela.

SOUZA E JONES CARIOCA – Não posso finalizar essa postagem sem, mais uma vez, enaltecer a grande atuação dos  nossos dois atacantes: Souza, que mostrou ser o matador de sempre, e o surpreendente Jones Carioca, que fez a melhor partida desde que chegou ao Bahia ano passado e talvez tenha tido a melhor jornada da carreira. O jogador veio do América Carioca e nunca aprovou, sendo uma figura descartável para a Nação Tricolor, que ontem assistiu, incrédula e feliz, o cara arrebentar e atuar com uma desenvoltura que nos dá esperança de subida de produção dele na equipe nos próximos jogos. Lembrei muito do colega Márcio Meneses, competente jornalista e torcedor fanático do América do Rio, que sempre falou que Jones joga muito, que ainda vai surpreender no Bahia. Embora muito tempo depois, parece que Márcio está com a razão. Só precisamos torcer para que isso se confirme cada vez mais e Jones Carioca finalmente possa ter uma sequência de grandes atuações, ajudando o Bahia a obter  resultados maravilhosos como este diante do Vasco.

Autor do post:
Kleber Leal

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