A Caixa da inveja

Certa vez estava em uma das aulas na época do meu curso de graduação em Publicidade e Propaganda um case bacana me interessou bastante. Falava sobre as gigantes Coca Cola e Pepsi, que nos anos 80 vivenciavam talvez o auge de uma acirrada competição de mercado.

A Coca Cola era líder absoluta nos EUA e com a tranquilidade de liderança no principal mercado mundial, deixou os investimentos em publicidade de lado e se voltou com todas as suas forças para a Europa. Percebendo isso, a Pepsi investiu pesado na América do Norte, tendo como uma das características o Merchandising em filmes de Hollywood, e manteve o investimento no restante do mundo.

Merchandising da Pepsi no filme De Volta para o Futuro 2

Resultado: a Coca Cola passou praticamente a década de 90 inteira correndo atrás do mercado perdido para a Pepsi nos EUA, o principal mercado consumidor mundial.

O advogado gaúcho Antônio Beiriz entrou com uma ação na justiça solicitando o impedimento do repasse de patrocínio da Caixa Econômica ao Corinthians, alegando improcedente esta ação de marketing, pois não deixaria o banco mais conhecido.

Questionado sobre o fato da Caixa Econômica também patrocinar Atlético PR, Avaí e Figueirense, o advogado gaúcho disse que não sabia destes clubes e que “pode ser” que entre na justiça contra eles também. Questionado também sobre o Banrisul patrocinar o Grêmio e o Inter, Antônio Beiriz disse que poderá pensar no caso de entrar na justiça contra este patrocínio(?).

É nítido o incomodo deste advogado com relação APENAS ao Corinthians. Os questionamentos feitos e as respostas vazias mostram isso. Outra coisa interessante é o desconhecimento dele com relação a ações de Publicidade e Marketing ao justificar um absurdo destes. Se uma empresa é conhecida o investimento em publicidade deve ser intensificado. Ainda mais em um mercado tão disputado e concorrido como o financeiro. Este exemplo da Coca e da Pepsi mostra bem como uma empresa não pode deixar de estar na mente do consumidor, o famoso “branding”. Se isso acontecer, vai perder espaço.

A estratégia da Caixa é justamente esta, estar sempre na mente dos consumidores e não cair no esquecimento, por isso o investimento pesado nos veículos de comunicação de massa como TV, rádio, jornais, revistas e internet. As camisas dos clubes de futebol também são um destes veículos. E a do Corinthians, pela exposição e audiência em seus jogos, acaba sendo uma das principais neste quesito.

O fato de o advogado desconhecer o patrocínio do banco em outros clubes mostra mais uma vez como a Caixa está certa em patrocinar o Corinthians. Se não fosse isso, ele e outras centenas de pessoas não teriam este contato mais intimo com a marca.

O advogado tem o direito em querer explicações, assim como me sinto no direito de achar um oportunismo por parte dele incentivado por certa inveja clubística.

A fidelidade dos torcedores de clubes de futebol tende a dar resultados positivos para empresas que têm interesse em investir nestes veículos. Talvez uma aula sobre “A alma do negócio” seja interessante para abrir a fechada mente deste advogado desprovido de conhecimentos mercadológicos.

 

Siga a geral do timão no twitter @geral_timao

Autor do post:
Julio Cesar

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

1 Comentário

  • Gringo

    Sua política não é capaz de investir o seu dinheiro em educação, você prefere carnaval, futebol e outros. Espero que um dia você começa da maneira certa.