“Do Rebaixamento à LIbertadores”: Ronaldo

Era um 08 de dezembro bem comum no escritório, até por msn, um amigo dizer: ‘Neto, acabou de confirmar que o Ronaldo vai jogar no Corinthians’.  Sem entender muito disse: ‘Aquele Ronaldo?’.  ‘Sim, o Fenômeno’.

Totalmente sem acreditar, comecei a busca por sites e outros conteúdos para saber ser era verdade. Só podíamos acreditar no Neto e suas fontes, que honestamente, não significavam nada. Só que aos poucos, todos os sites, blog e conteúdos esportivos confirmavam a noticia.
A certeza de que aquilo era verdade aconteceu só às 20h30 daquele dia. No Jornal Nacional, Ronaldo deu sua primeira entrevista como jogador do Corinthians. Tinha muito Corinthiano contra, diziam do compromisso, das gordurinhas a mais, das cirurgias, de mais um ano parado.

Eu só pensava nos gols, nas jogadas e tudo mais que, a partir daquele momento, Corinthians e Ronaldo misturavam suas histórias.

Quatro dias depois, 12 de dezembro, o primeiro contato da torcida com Ronaldo. E a primeira vez que o víamos com a camisa do Todo Poderoso. Foi incrível. O último grande ídolo nacional (e um dos maiores ídolos mundiais!) estava do nosso lado. E que festa a Fazendinha recebeu naquele dia.

Passado o pessimismo da serie B, o espanto da campanha e a euforia da contratação, 2009 precisava começar no campo. Com o time de 2009, reforçado por comuns e por Ronaldo.
O começo era difícil, todos sabíamos, mas algumas noticias que ficaram escuras preocupou muita gente! Baladas, cigarros, bordel em Prudente (que demitiu o gerente Antonio Carlos) e teimosa barriguinha que, aparentemente, cismava em não diminuir.

Todos estes aspectos só iriam mudar quando ele estivesse em campo, correndo, se dedicando e fazendo gols. A espera nem foi tão longa. Em 04 de março, em Goiás, contra o modestíssimo Itumbiara, Ronaldo entrava pela primeira vez em campo. Foram poucos toques na bola, quase nenhuma motivação e pouquíssima movimentação. Apesar disso, fiquei bem emocionado. Depois do jogo  aquele “2009 Fenomenal” tinha virado um ponto de interrogação. Será que o Fenômeno ainda poderia ser fenomenal.

Só que a resposta veio cedo. Logo no segundo jogo dele. A motivação, diferente da estreia, não poderia ser maior. Clássico, estádio lotado e o time perdendo. Ronaldo entrou aos 19 minutos do segundo tempo e jogou muito. Driblou, acertou a trave e marcou! O primeiro gol do Fenômeno não poderia ser de melhor jeito. Sobrou até pro alambrado!

E ai, o resto virou história. Gols, jogadas, dribles e um 2009 Fenomenal. Como prometido. Claro, um brinde especial a cobertura na lata de sardinha. E o gol que fez o chororô correr solto nas finais da Copa do Brasil.

Depois de um primeiro semestre especial, o segundo semestre apagado. Contusões, falta na concentração, gordurinhas de volta… A expectativa pra um terceiro retorno era tão grande, que o Corinthians esperou 2010 e não jogou mais em 2009.

Só que em 2010, a Libertadores foi cruel. O Corinthians não jogou bem, viu Ronaldo fazer gols, mas o trauma voltou e fomos eliminados pelo Flamengo. Em 2011 a maior decepção, e Ronaldo foi um dos grandes vilões de outra eliminação. Na pré-Libertadores fomos derrotados pelo Tolima e a estrela do Fenômeno foi apagada.  E no dia 14 de fevereiro de 2011, Ronaldo não era mais do Corinthians. Não era mais da Seleção. Não era mais jogador de futebol.

Foi uma honra. Um enorme prazer, ver a camisa nove do Corinthians fazer tantos gols e ver a sua alegria de fazer tantos gols com essa camisa 9.

E mais do que isso, Ronaldo foi um dos principais indícios de que o Corinthians deixaria de lado uma administração amadora. A coisa ficou séria, com pessoas serias e levada do jeito que tem que ser.

Vai Corinthians!! !

Autor do post:
Sandro Terranova

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