Fiel, a mais temida!!
A revista Monet, junto com Globoesporte.com, fez um levantamento com os jogadores dos principais clubes do futebol nacional perguntando qual torcida pressiona mais dentro do estádio. E a do Corinthians foi eleita, de longe, a mais “temida” pelos adversários. Quando falo de longe, é porque foi de longe mesmo. Num universo de mais de 300 jogadores ouvidos, 42,5% elegeu a FIEL a que mais pressiona. Em segundo lugar ficou a torcida do Flamengo, com apenas 12,6% dos votos.
Isto me fez lembrar de um jogo que fui na infância, e ficou marcado como o primeiro que pude perceber a importância da força de uma torcida para os jogadores dentro de campo.
Era um jogo válido pelo 1° turno do Campeonato Paulista de 1994. O Corinthians enfrentava o São Paulo, que vinha de uma bela temporada em 1993 e culminou no bi-campeonato do torneio interclubes da Toyota. Lembro que acordei cedo aquele dia na expectativa de ir ao jogo com meu tio corinthiano, fanático e louco.
Minha mãe preparou o café, tomei-o correndo, fui até a TV e liguei na Bandeirantes para já entrar no clima. Na época tinha um programa chamado Show do Esporte, apresentado pelo Elia Jr, que durava o dia todo. Adorava o programa, pois entrava no ambiente dos jogos de domingo desde cedo, com flashes da concentração dos clubes, campeonatos internacionais, etc. Como na época TV por Assinatura era coisa de outro mundo, a Bandeirantes era nossa ESPN/SporTV de hoje, mas de graça.
Às 12h00 em ponto meu tio chega em casa gritando que nem louco “VAI CORINTHIANS”, cantando o hino e já no clima do confronto. Tira da mochila uma camiseta da Camisa 12 que havia ganhado de um amigo e me entrega de presente. Fiquei muito feliz e na mesma hora tirei minha camisa listrada surrada e coloquei a camisa novinha.
Na escola era normal falarmos de torcidas e sobre quem era a maior, a mais famosa e a mais “encrenqueira”. E claro, as torcidas do Timão sempre se destacavam entre as conversas, mas confesso que ainda faltava vivenciar de maneira mais intensa esta percepção.
Meu tio deixou o carro na sua casa e fomos de metrô para o Anhangabaú. Chegando lá, várias Kombis, as lotações de hoje, paradas com as plaquinhas escritas “Morumbi”, “Estádio”, etc… Pegamos uma, cheia de corinthiano e a emoção foi tão grande que eu cantava todas as músicas, puxava as que sabia, como se fosse um veterano. Não queria fazer feio dentro do estádio então começava a me impor desde já.
Chegando lá, aquele mar negro em frente a praça central do Estádio do Morumbi. Na ocasião, a torcida mandante ficava do lado esquerdo da Praça, mesmo se o adversário fossem elas, proprietárias do estádio. Os ingressos de arquibancada não eram separados por setor, eram vendidos normalmente, e o torcedor ao entrar no estádio ia se acomodando de acordo com a sua torcida. Ou seja, o estádio demonstrava quem tinha mais torcida de fato e a do Corinthians sempre provava isso. Conforme íamos enchendo nossa parte, a polícia aumentava o espaço da separação. Ou seja, a cada movimento, um motivo de comemoração como se fosse um gol.
Começou o jogo e o São Paulo demonstrou sua superioridade em campo, com melhores jogadores o time tocava mais a bola e não foi difícil abrir 2 x 0 no placar. Fiquei puto, pois este era o terceiro jogo que assistia contra este adversário e até então, o Corinthians ainda não tinha vencido. Claro que foi um trauma superado de forma destruidora anos depois, mas naquele momento você só penso no “hoje”.
Porém, para minha surpresa e com um ar de conformismo de que o jogo já estava perdido, a torcida começou a cantar mais forte. A do são paulo gritava olé, a do Timão começou a gritar olé também, mesmo perdendo o jogo. Sem pretensão de reverter o placar, sem preocupação com resultados, apenas em prol do GRANDE Corinthians. O que se ouvia na arquibancada ecoava com um sonoro TIMÃO, TIMÃO, ÔÔ, ÔÔ, ÔÔÔÔ. Um canto que sinto saudades até hoje, pois foi o primeiro que me fez sentir de verdade a força da FIEL nas arquibancadas.
Os jogadores corresponderam. A vibração ultrapassou os limites da arquibancada, invadiu o campo e fez com que o Corinthians, no segundo tempo, diminuísse o placar com Gralak, zagueiro que ficou famoso pelas cobranças de laterais, mas que depois daquele jogo, ficaria famoso também pela sua bomba nos pés. Fez um GOLAÇO de falta a lá Célio Silva, e depois Corinthians acabou empatando o jogo com o talismã Tupãzinho.
Este foi um dos jogos mais marcantes da minha infância, pois foi o que me fez perceber de fato a força que a torcida do Corinthians tem dentro de campo. Foi um jogo em que o desfecho foi muito maior que a expectativa, que já era enorme. Superou a emoção esperada e me fez perceber que o Corinthians tem o privilégio de ter uma torcida simplesmente diferente. Um jogo que não valia nada, contra um adversário na época bem melhor, a torcida agiu como se estivesse na final do campeonato mais importante do mundo.
Para quem não entende, isto é viver de Corinthians. É comemorar títulos importantes sim, mas também comemorar Copa SP como se fosse Copa do Mundo, pois não importa a competição, desde que o Timão esteja bem representado. Comemoramos um carrinho como se fosse um gol sim, porque o que importa é o time honrar a camisa que veste e saber que dentro de campo ele não representa apenas o Corinthians, representa mais de 30 milhões de fanáticos, de extremos, de uma torcida que aceita uma derrota, mas não aceita que o time desista de lutar. JAMAIS.
CORINTHIANS GRANDE!!!
Siga a Geral do Corinthians no Twitter (@geral_timão) e seus colunistas Julio Cesar (@juliocesar1505), Sandro Terranova (@sandroterranova) e Tchelo Rodrigues (@tche_rogrigues)


A Caixa da inveja
O clássico do quase...
Alguns erros!
Hoje é dia de Corinthians – Pré jogo Botafogo-SP x CORINTHIANS









Se torcida ganhasse jogo vocês eram campões todo ano, e sem precisar de apito amigo ok?
Torneio interclubes da Toyota? Esse torneio reunia o campeão sulamericano ( Campeão da Libertadores) e o Campeão da Champions League , os dois maiores torneios até hoje, aonde está a imparcialidade?
Abs,
Marcos
Imparcialidade? Aqui é a Geral do Timão… rs. Mas tem razão, torcida não ganha jogo, e se ganhasse, teria muito time que não passaria da primeira fase em muitos torneios. Abraços.
Grande Júlio, só quem está do lado branco e preto da força sabe o poder que temos!
Mto bom texto. Parabens!
muito legal e ese marcos ai fala pra ele timao sempre timao….abrçs.
arripiei em lê esse depoimento corinthians é corinthians e o resto é só resto
hoje entendo a frustação dos anti- rsrsrsrsrsrrsrsss
é meu velho!! E mais uma vez a fiel fez a diferença. Sinto que aquela ida do Tite pro meio da fiel vai fazer toda a diferença daqui pra frente. Ele vai usar bem isso a favor do time, no psicológico. Nunca vi um time sentir tanto a força da Fiel como esse! O paulinho se emocionou demais nos braços do garoto na grade !!!
Julião, de uma coisa eu tenho certeza, pode não ser agora, mas nós aprendemos a jogar esse troço e daqui pra frente vamos sempre partir pras cabeças!!! Vai Corinthians!