Hoje é dia de Corinthians – Pré jogo Boca x CORINTHIANS

Se for para passar frio, que seja no Alaska. Se for para passar calor, que seja no deserto do Saara. Se for para vivenciar uma guerra, que seja a segunda guerra mundial. Se for para escalar uma montanha, que seja o Everest. Se for para ganhar a Libertadores, que seja em cima do Boca.

Os antis sempre disseram que o Corinthians jamais venceria a Libertadores, que era impossível chegarmos à uma final, etc. Pois bem, podemos não ser campeões, mas chegamos. E não chegamos de qualquer jeito, chegamos bem e de forma épica. Para se tornar ainda mais impossível, não poderia ser contra Atlético-PR, Desportivo Cali e muito menos contra o New´s Old Boys, tinha que ser contra o Boca, carrasco de times brasileiros. O clube argentino chega a sua décima final e busca seu sétimo título, quatro deles conquistados na última década. Em sua história já eliminou Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e Santos. Mais pedreira, impossível.

Caminito é praticamente um vilarejo dentro do bairro La Boca, com suas ruas estreitas e sua grande quantidade de lojas, é um dos principais pontos turísticos da cidade de Buenos Aires. O bairro vive do comércio baseado em artigos esportivos, lembrancinhas da cidade e abriga a sede do maior clube do país. Para quem não conhece, imagine você andando pelas ruas estreitas do Brás e ao virar a esquina encontra um estádio de futebol tomando uma quadra inteira. Esta é a sensação que se tem dentro de La Boca. Mais pressão, impossível.

Riquelme é a grande estrela do time, dotado de privilégios na equipe, é idolatrado pela torcida e o principal responsável por armar as jogadas de ataque do time argentino composto por El Tanque, aquele mesmo com passagem pífia pelo Corinthians em 2002, e Mouche, um melhor servidor do que fazedor de gols. Nomes como Schiavi, Ledesma, Clemente Rodrigues e Riquelme dão peso para este time que assim como o Corinthians, tem em sua defesa o ponto forte da equipe. Mais difícil, impossível.

O Boca vai jogar com Orion, Roncaglia, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Ledesma, Somoza e Erviti; Riquelme; Mouche e Santiago Silva, o mesmo time que trouxe a classificação do Chile para a final. Um 4-3-1-2 com Riquelme sendo este principal nome das jogadas ofensivas.

Já o Corinthians entra com Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson, uma espécie de 4-4-2 com alternância para o 4-3-2-1 de acordo com o momento do jogo. Emerson volta ao time depois de ficar de fora do jogo contra o Santos no Pacaembu. Descansado, é uma das principais esperanças alvinegras para sair com um resultado positivo da La Bombonera. É o que promete o Tite, que em recente entrevista sinalizou um time ofensivo que buscará a vitória.

Este jogo promete ser o de maior audiência da história da Libertadores. A quantidade de torcedores envolvidos no embate já assegura isto, pois será o time de maior torcida da Argentina contra o time de segunda maior torcida do Brasil. A expectativa é de que movimente em torno de 45 milhões de apaixonados. Mas a torcida adversária também promete secar argentinos e brasileiros. Maior audiência, impossível.

Fontes ligadas à veículos de informação, tanto de rádio como online, dão conta que mais de 6 mil corinthianos já viajaram para a Argentina, grande maioria sem ingressos e na esperança de encontrar algum cambista que tenha entradas para esta partida, o que está fazendo a festa de falsificadores. O clube já divulgou que os únicos ingressos destinados à Fiel foram os 2.450 e rolam na internet imagens comparando ingressos falsos com os verdadeiros. Para quem foi e não tem ingresso, é preciso tomar cuidado e o melhor a fazer neste caso é procurar um bar de brasileiros e assistir o jogo por lá. Maior tensão, impossível.

Os 180 minutos de ansiedade começam hoje às 21h50 e promete ser histórico. Para o Corinthians já é. Afinal, chegar a uma final de Libertadores já mostra isso. Faltam horas para que a história comece a ser contada novamente como é feito todo ano, mas desta vez um capítulo final que ninguém esperava. Uma história que não condizia com nosso manto, mas que nos últimos anos virou obsessão. Uma história com requintes de produção cinematográfica que contou com embates contra mexicanos que sempre dificultam, com jogos difíceis contra paraguaios e equatorianos, com disputas emblemáticas contra brasileiros ex-campeões do torneio e uma final contra o maior bicho papão da América do Sul.

Mais corinthiano, impossível!!

É HOJE NAÇÃO, VAAAAAAAAAI CORINTHIAAAAAAAANS!

CORINTHIANS GRANDE!!

Siga a Geral do Corinthians no Twitter (@geral_timão) e seus colunistas Julio Cesar (@juliocesar1505), Sandro Terranova (@sandroterranova) e Tchelo Rodrigues (@tche_rogrigues)

Autor do post:
Julio Cesar

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post