Os sonhos de 2012.

Imaginem um ano perfeito. Onde tudo dá certo. Tudo que se faz vira ouro, cheio de conquistas e coisas positivas. Em cada virada de ano é exatamente isso que pensamos, pedimos. Que o próximo ano venha com as melhores coisas na bagagem.

Pra um time de futebol a gente imagina títulos. Em primeiro lugar os mais cobiçados, Libertadores, Brasileirão e de repente, se der, um Paulista, um Copa do Brasil… E o final deste sonho é a consagração no Mundial. Lá, quando nos encontramos “com a força máxima do futebol”, os europeus, o sonho é por um titulo inacreditável.

Em 2012, quando o ano virou eu sonhei. Pedi, orei, clamei… Queria que o Corinthians tivesse um ano perfeito. O começo de 2011 foi doloroso e traumático, mas no fim deu tudo certo. E a quinta estrela brilhou no nosso peito. Mas eu queria o ano perfeito. E como seria o ano perfeito do Corinthians?

Ali, na beira do mar, sonhei com o titulo da Libertadores. Vi o time campeão, a cidade tomada por uma onda de Corinthianismo (e de anti-Corinthianismo) exacerbada.  Imaginei um Pacaembu tomado pela ansiedade, mas vivo com a certeza da vitória. E tomado de gente. Lá pro começo de Julho, imaginei ele lotado de festa e alegria. Com uma porção de cala boca.

Queria um time forte. Que marcava muito e que era fatal no ataque. Tinha a consciência que pra ganhar o tal torneiro sulamericano não era preciso espetáculo. Era preciso alma, luta, entrega e marcação de gente grande. Um time que arrastasse a bunda no chão.

Na sétima onda até exagerei. Mas eu podia, era meu pedido de Ano Novo. Quis os adversários, um por um. Pedi o vice campeão brasileiro de 2011, aquele que chorou querendo uma final. Quis o badalado time do interior, com sua cacatua badalada e presepeira. Mas o apogeu tinha que ser contra o Boca Juniors. O temido e invencível time argentino. E cravei, tem que ser invicto. Sem perder de ninguém. O sonho era meu, tinha que ser do meu jeito.

Enquanto tomava o último gole de champagne e voltava para ceia de virada, lembrei do Mundial de Clubes. Ser o primeiro sulamericano a vencer o torneiro duas vezes e se igualar ao “bam-bam-bam” Barcelona não seria má ideia. Sim, vamos ao Japão, tomamos sufoco no primeiro jogo contra um africano qualquer e ai, para muitos, a tal da supremacia europeia apareceria e sufocaria qualquer outro resultado se não uma vexatória derrota.

Mas antes pensei: “Aqui é Corinthians”! Precisa colocar 15 mil pessoas no aeroporto e fazer uma festa como nunca se viu antes, só pra desejar boa sorte aos jogadores. E sentir nos olhos dos outros, aquela invejinha correndo como sangue. E depois, levar até o outro lado do mundo, mais de 20 mil Corinthianos com um só objetivo: ver o time jogar.

A parte final do meu delírio ainda tinha que, além de não passar vergonha contra o europeu fodão, iriamos jogar de igual pra igual com eles. Eles tinham chances aqui, mas nós martelaríamos do lado de lá o tempo todo. E pra fechar um dos nossos guerreiros colocaria na rede e o capitão Alessandro encerraria o ano com o troféu do Mundial erguido e orgulhando os mais de 30 milhões de loucos.

Após os abraços festivos e findado o jantar pedi a palavra e quase ordenando disse: “Corinthians será campeão da Libertadores e Bi-Campeão do Mundo em 2012”. Os amigos Corinthianos riram e concordaram. Os rivais fizeram piadas sobre o fim do mundo. E eu, mais uma vez, virei o ano pensado no Corinthians.

2013 chegou e agora, eu só tenho que continuar sonhando… Porque o Corinthians me faz sonhar. E enquanto você puder sonhar você pode viver.

Feliz 2013, Corinthians!

Autor do post:
Sandro Terranova

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