Rebaixamento – A história da queda

O Corinthians vendeu sua permanência na série A do Campeonato Brasileiro por 15 milhões de dólares.

Foi exatamente este o valor que ficou para o clube quando da venda do Willian, o único jogador do elenco de 2007 com capacidade criativa e alento para os momentos difíceis.

Daquele dia 17 de agosto para frente, até o fim do campeonato, o que vimos foi um show de horror. Uma equipe ruim, mal treinada, que comemorava empate e decepcionvaa a torcida por ser a antítese do corinthianismo quase centenário: faltava raça, amor, paixão…

Mas o maior problema e que faltava futebol mesmo.

E a escalação nossa no dia da “final”, no jogo derradeiro contra o Grêmio, referenda a queda: Felipe, Zelão, Betão e Fábio Ferreira. Carlos Alberto, Bruno Octavio, Moradei, Vampeta e Ewerton Ribeiro. Lulinha e Clodoaldo.

Resumindo: o time já entrou rebaixado na péssima e covarde formação adotada pelo também medroso Nelsinho Batista. Ou alguém aplaudiu 3 zagueiros ruins, liderados por 4 volantes piores ainda (exceção ao velho Vamp) e um ataque que não fazia gol nem no time de juniores?

Me lembro que foi um dos dias mais tristes da minha vida. Vi o jogo sentado na ponta do sofá, quase grudado a TV, e chorei compulsivamente assim que o juiz apitou o fim de jogo. Chorei mais algumas vezes até conseguir dormir, dilacerado.

Morria ali o pior time do Corinthians que eu vi na vida.

Dias depois, ainda arrasado, ganhei do meu primo – torcedor da Portuguesa – aquela camisa do “Eu nunca vou te abandonar”. Me comovi com o presente.

Mas o Corinthians sempre soube que sua Fiel não o abandonaria. De qualquer forma, foi tocante ver a Fiel espalhando a mensagem nas camisetas, redes sociais, conversas de botecos e entoando para quem ousasse duvidar: “Eu nunca vou te abandonar… porque eu te amo”.

Apaixonado que sou, já chorei muito e sorri muito pelo meu time daquele dia para frente e, por estas ironias do destino, vi o primeiro jogo da final da Libertadores, dias atrás, no mesmo canto do sofá em que vi a queda.

Só o Romarinho me tirou de lá para a janela, onde eu pude gritar: “Eu nunca vou te abandonar, Corinthians!”

A série B me marcou tão profundamente quanto o título da Libertadores. Não muda nada.

O meu “Eu te amo” sempre esteve aqui. Quando ele mais precisou e quando eu mais precisei.

Ah, meu Corinthians, é bom saber que você nunca vai me abandonar.

Autor do post:
Tchelo Rodrigues

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