A Boa Terra para o Cruzeiro [Bahia 0 x 1 Cruzeiro – Brasileirão 2012]

Montillo: "Toca em mim que eu resolvo". (Foto: Vipcomm/Arquivo)

E aí, tudo azul?

Em um jogo disputado neste sábado, em Salvador, o Cruzeiro venceu o Bahia, pela décima sexta rodada do Campeonato Brasileiro de 2012, por uma goleada estrondosa. Sim, pelo menos foi uma boa vitória por 1×0 e vamos enfrentar o Fluminense – parada muito torta – com o moral renovado e com um pouco de tranquilidade.

O Juarez Roth promoveu algumas alterações na equipe. Começou o jogo com o Lucas Silva – bacana, era esse tipo de oportunidade que um jogador da base precisava, começar jogando com tranquilidade para mostrar seu futebol – no lugar do Tinga “O Seu Jorge de Porto Alegre”, o Marcelo Oliveira substituiu o Diego Renan e o Wellingol Paulista voltou à equipe para a felicidade geral da nação, no lugar do Wallyshow.

E, como o time precisava reagir, ele começou muito bem. Como se tivesse tomado um banho de cheiro, consultado com os orixás e conversado com alguns cantores de axé para ter energia de uns cinco trios elétricos para tirar o pé do chão o jogo inteiro.

O Montillo foi lá e abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, em uma boa jogada que começou pelo lado direto. Em um cruzamento do Cangaceiro Ceará que foi rebatido pela zaga baiana e foi muito bem aproveitado pelo argentino mais respeitado na atualidade – atualmente, né, o Sorín parou de jogar faz tempo – em Belo Horizonte.

Depois o jogo ficou um pouco truncado, com o Bahia tentando fazer o mando de campo, mas também tivemos chances com o Lucas Silva e com o Cyborges. Falando em Borges, como ele perdeu aquele gol? Sério, era o gol para ele entrar de vez na briga pela artilharia.

O segundo tempo começou com o Anselmo Ramon no lugar do Borges e o time tomando uma pressão que foi um pouco perigosa, mas estávamos protegidos pelos orixás mais poderosos da Bahia e tudo seguiu dentro do controle, até o jogo acabar com mais uma vitória azul. Ainda tivemos a entrada do Diego Renan no lugar do Cangaceiro Ceará e o Souza substituiu o Montillo, naquela famosa alteração apenas para ganhar tempo.

Gostei da atuação do Lucas Silva, jogou muito bem pela segunda vez – já tinha entrado em alto nível contra a Portuguesa. A zaga não comprometeu em momento algum. Só o ataque não foi muito efetivo, mas nada que não possa ser corrigido para o jogo contra o Fluminense. Ou seja, o time não foi lá essas coisas – até porque o Bahia é, de longe, um dos piores times de todo o campeonato, deve ser rebaixado sem a menor cerimônia.

Fomos a Salvador, ganhamos e ficamos em sexto lugar – posição que pode ser alterada após a rodada deste domingo. Já é um alento para quem estava falando em ser rebaixado ou pensando em somar apenas mais pontos para ter a conta exata de 45.

Conforme falei na última quinta, esta trajetória do Cruzeiro, até agora, é uma trajetória de quem vai ficar ali no meio da tabela e não terá muitas emoções no ano, apenas uma disputa de vaga na Copa Sula Miranda “A Rainha dos Caminhoneiros da América do Sul”. O nosso campeonato não será comendo o pão que o diabo amassou – como no ano passado. Aquele mesmo que a Nina tem feito a Carminha comer diariamente em nossas televisões.

Ainda precisamos de um lateral-esquerdo e de um atacante de velocidade. E que o presidente Gilvan não se esqueça ou mude de ideia apenas pela vitória em Salvador.

Lembrando que, além de ser a terra de vários ídolos celestes, temos muita sorte nos jogos disputados na Bahia, que realmente é a boa terra para o Cruzeiro.

Uma excelente semana a todos e muito axé para todos vocês!

Vamos, Cruzeiro!

Autor do post:
Pedro Oliveira

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