A Independência do Independência [Cruzeiro 2 x 1 Coritiba – Brasileirão 2012]

Ainda temos que comemorar algumas vezes no próximo jogo. (Foto: Washington Alves/VIPCOMM)

E aí, tudo azul?

Assim como o primeiro líder do Brasil como nação, Dom Pedro I, demos o nosso grito de Independência do Independência na vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba em partida válida pela trigésima sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2012, também conhecida como a penúltima rodada.

E nesse jogo no qual nos livramos do estádio que está localizado no Horto Florestal, mais de 11 mil torcedores foram dar o seu “já vai tarde” à uma casa onde nunca estivemos à vontade. Não era uma casa totalmente nossa, onde colocaríamos nossos pés sobre a mesinha para apoiar a cerveja ou já chegávamos abrindo a geladeira sem receio de nada. Tanto que nosso retrospecto lá foi bem fraco, até na Arena do Jacaré era melhor.

Nessa despedida nada triste, o Cruzeiro buscou o jogo desde o início e abriu o placar logo aos sete minutos do primeiro tempo, em um chute do Wellington Paulista que foi desviado pelo Tinga e também pelo zagueiro Luccas Claro. O juiz validou o gol para o Wellingol, que mesmo após ter sido vaiado em mais um jogo, ficou inalcançável na artilharia anual do clube.

A equipe chegava fácil ao ataque com o esquema que veio sendo utilizado nos últimos jogos, com dois volantes cobrindo os laterais e o Tinga tendo mais liberdade para sair para o jogo. A zaga melhorou sensivelmente após a improvisação do Guerreiro no setor. Até me pergunto por que o Celso não teve essas ideias antes, já que os erros ao longo do campeonato sempre foram exatamente os mesmos.

E essa melhora do time foi sentida durante o primeiro tempo, quando perdemos um caminhão de gols e ainda tivemos um gol feito pelo Tinga anulado – em uma jogada muito bem trabalhada, de pé em pé, que remeteu aos bons tempos do Cruzeiro que enchia nossos olhos.

Fomos para o intervalo com a vantagem mínima, o que era perigoso independente de o adversário ter um bom nível ou não – no caso não, já que penso que esse time do Coritiba só tem bons meias, a zaga é fraca e o Deivid ainda não conseguiu jogar nem metade do seu futebol depois que retornou ao Brasil.

O segundo tempo começou e o Cruzeiro não voltou tão envolvente como no primeiro tempo. O time se valia mais dos contra-ataques que o Coritiba, tentando empatar o jogo, oferecia a todo instante.

Sem alterações – e o Roth demorou uma eternidade para fazê-las -, o Cruzeiro ia recuando aos poucos e o Fábio começava a trabalhar. Mas o Leandro Guerreiro amenizou um pouco a situação aos 15 minutos do segundo tempo, após aproveitar um rebote e aumentar o placar para 2 a 0.

O que parecia ser fácil foi se complicando e, aos poucos, víamos o Cruzeiro se tornar novamente o time que foi durante toda a temporada. Estávamos sendo pressionados até o Coritiba diminuir com o Deivid aos 45 do segundo tempo.

O dia do “Não Fico”, apesar deste gol dos paranaenses, não foi prejudicado. Mandamos a última partida no Independência e sinceramente espero nunca mais ter que mandar jogo algum lá. Por mais que tenha algumas facilidades – metrô, ser próximo da região central de Belo Horizonte -, lá não é e nunca foi nossa casa. Cruzeirenses mais antigos, como o meu pai, têm pânico só de imaginar que fomos mandantes durante essa temporada lá. Não temos a menor identidade com aquele estádio. Agora é aguardar ansiosamente os jogos no Mineirão, nossa verdadeira casa, nosso verdadeiro lar.

Já o time se despede da torcida em 2012 – o próximo clássico é naquela aberração de torcida única. Não deixará muitas saudades em nossos corações, mas esperamos nos reencontrar com alguns deles em fevereiro de 2013, principalmente o Montillo. Já outros, esperamos vê-los também, mas em clubes adversários e bem longe daqui, de preferência apenas pela televisão e olhe lá. Terminar a temporada longe de qualquer risco de rebaixamento e com uma vaga na competição continental – que é melhor ser descartada, já que o Penta da Copa do Brasil seria bem mais divertido.

Acredito que vamos com moral para enfrentar o Atlético, não só por termos jogado melhor nos últimos jogos, mas por tudo que envolve o duelo. É clássico e nós podemos sim vencer. As nossas últimas vitórias não podem servir de desculpa para se esquecer de toda a tragédia que foi a temporada, mas elas servem para nos animar visando o jogo de domingo. Temos uma oportunidade de ouro de termos uma grande alegria no ano. E não é só por “tirar o rival do segundo lugar”, é para fazermos um pouco de festa em Belo Horizonte – e nas demais cidades onde vocês me leem – para revidar todos os foguetórios e todas as palhaçadas de “Galão da Massa” e afins.

Uma semana excelente para todos vocês!

(Vocês vão sentir saudades do Independência? Ou não querem ver o estádio do Horto nem pintado de ouro?)

Vamos, Cruzeiro!

Autor do post:
Pedro Oliveira

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1 Comentário

  • stretch kramer

    Ola Pedro nao vou sentir falta ate pq acho que nos trouxe azar aquilo la e um poleiro portanto so serve para quem tem penas vc observou que ate o america nao joga bem la?foi feito pro atletico.quanto ao classico vamos ganhar e por agua no shopp dos caras torcida unica ou nao eles nao levam treis pontos.