A nuvem negra
Uma nuvem negra paira pela Toca da Raposa. Já sabemos há muito tempo que ela está por ali, chovendo de vez em quando, soltando alguns raios esporadicamente. O que não temos noção ainda é se essa nuvem está indo ou vindo. Calma, galera. Explicarei para vocês o que esse blogueiro maluco está querendo dizer com isso.
Desde aquele fatídico dia 4 de maio, quando fomos derrotados desastrosamente para o Once Caldas, o Cruzeiro vem em uma decrescente que parece não ter mais fim. Tivemos uma campanha pífia no Brasileiro, escapando do rebaixamento na última rodada. Achando que a nuvem de azar havia passado, eis que nos deparamos com um elenco limitadíssimo para essa temporada. Aí era de se pensar: “Bem, já que o time cortou custos, pelo menos deve estar com bastante dinheiro em caixa”. ERRADO. O clube não conseguiu pagar os salários, o time foi exposto nacionalmente por uma carta dos jogadores reclamando da situação e há rumores que já estão atrasados novamente.
Fundo do poço, certo? Ainda não. Depois de dois amistosos sem convencer, o time estréia no Mineiro e… Perde! Faixas de protesto, gritos de burro, jogadores vaiados, torcida gritando nome de outros técnicos, tudo isso em uma partida que deveria terminar com vitória.
Nesse fim de semana, finalmente, diante do Tupi, conseguimos ver um jogo um pouco melhor. Jogadores se destacando, novas peças começando a aparecer. Uma boa vitória que nos traz uma ponta de esperança. Talvez a nuvem esteja começando a ir embora.
Pra ajudar (ou piorar), o nosso “querido” diretor Dimas Fonseca se desligou do cargo após um ano e nove meses. Muitos comemoraram essa mudança, já que nesse tempo, apesar da chegada de jogadores como Montillo, Victorino, Wallyson e Guerreiro, tivemos muitas perdas importantes e contratações mal feitas, finalizando com mais erros do que acertos.
O importante ponto nessa troca de direção é quem virá para o lugar. Um nome que volta à pauta é o de Alexandre Mattos. Seria a minha escolha, inclusive. O ex-dirigente americano ajudou o Coelho a se reerguer e conseguiu levá-los à primeira divisão. Vários outros nomes são preferência dos torcedores, como Sorin, Gottardo e até Raul Plasmann, mas acho que ídolos não devem assumir cargos de tanta responsabilidade e vitrine. Um passo em falso e uma história linda pode acabar manchada para sempre.
A presidência deve pensar bastante antes de tomar qualquer decisão. Uma escolha errada e talvez conheçamos uma das piores eras do nosso time. Sem caixa e sem administração decente, a tendência é só cair cada vez mais. Aquela nuvem ainda está por ali, soltando os seus raios de vez em quando. O grande problema é que, assim como o Cruzeiro, não sabemos se já chegamos ao fim da temporada de chuvas ou se esse é só o início da tempestade.



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