Acredite, nós vamos vencer o clássico [Cruzeiro x Atlético – Brasileirão 2012]

E aí, tudo azul?

É isso mesmo que vocês leram no título, nós vamos ganhar do Atlético no clássico, que é válido pela décima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2012 – o último antes do fim do mundo. E nós temos que ir com todo o otimismo possível, apoiar, acreditar, porque não é nenhum bicho de sete cabeças do outro lado, conforme explicarei neste texto. Até porque metade daquele time estava presente no 6 a 1 do ano passado e o atual time tem como base o que jogou no último clássico da Arena do Jacaré, o 2 a 2 do Anselmo Ramonstro.

O time deles é bom, muito bom. Talvez seja – até agora – o melhor time que se apresentou no campeonato. Não vou ficar escondendo a realidade de vocês. Se formos comparar jogador por jogador, perdemos de lavada. O Fábio é um pouco melhor que o Victor, o Borges – se jogar – é melhor que o Jô e o Ceará – também se jogar – é melhor que o Marcos Rocha. O Montillo acaba sendo do mesmo nível do Ronaldinho Gaúcho atual, já que ele ainda possui habilidade suficiente para decidir um jogo sozinho, e o Leonardo Silva é idêntico a todos os zagueiros existentes no Cruzeiro. No resto não dá para comparar neste momento.

Até acredito que o Cuca é um treinador melhor que o Celso Juarez, até por saber armar times que surpreendam o adversário até ficarem manjados e o seu DNA do fracasso falar mais alto. Enfim, todo mundo lá está em uma fase melhor do que as pessoas nas quais confiaremos o Cruzeiro para esta guerra. Só que é o Atlético do outro lado. Aquele mesmo time que o próprio Alexandre Kalil falou uma vez que se borrou. Aquele que ganhou por 4 a 0 do Rosario Central no Mineirão em uma final de Conmebol, tomou 4 a 0 na volta na Argentina e perdeu o título nos pênaltis. É aquele que não ganha um título nacional há 40 anos, é aquele que nunca ganhou um título importante jogando em Minas Gerais e até foi rebaixado em pleno Mineirão.

E todos nós sabemos que o Atlético é que nem uma mulher que sempre foi feia, aí fez quarenta e cinco anos, colocou silicone, fez lipoescultura, lipoaspiração e até uma plástica na cara para ficar menos feia. Só que ao ver a primeira ruga, vai colocar botox na cara e vai começar a se estragar toda, com mil plásticas que a deixarão idêntica a um travesti. E é isso que o Atlético vai fazer, na primeira grande briga de egos – que não deve demorar tendo um louco como o Kalil dirigindo o time -, vai cair Cuca, algum Ronaldinho da vida vaza e as crises voltarão ao CT de Vespasiano – como houve aquele boato de uma possível briga às vésperas do jogo deles contra o Vasco.

Mas não estou aqui para falar de Atlético, vamos falar do nosso Cruzeiro. O nosso time não é grandes coisas, é verdade. Só que ele jogou razoavelmente bem contra o Fluminense, que é um time do mesmo nível do rival, ganhou do Vasco, que está em terceiro e não é tão pior que os dois primeiros colocados. Além dos mil clichês possíveis que em clássico tudo pode acontecer, que as coisas se igualam, que não existe favorito – para mim, o Atlético é favorito neste clássico, algo que vi acontecer muito pouco em 23 anos de vida.

Só que não dá para fugir desse clichê que podemos derrubar um líder. Estamos completamente “atleticanizados” nesse clássico, apenas tentando atrapalhar algo grande que eles possam almejar neste campeonato – coisa que eles ficaram de 2003 a 2010 fazendo em todos os anos. E o meu exemplo é o clássico de 2010, que eles venceram um Cruzeiro que era muito superior ao Atlético, brigava por título – era o líder do campeonato naquela rodada – e tomou três gols do Obina. Tirando o Tardelli e o Réver, o Atlético tinha um time horroroso, até o goleiro deles tinha acabado de ser promovido ao profissional em um jogo da Sula Miranda que não valia nada e já pegou um rabo de foguete desses. E clássico é isso, é superação e vários jogadores desacreditados podem resolver e se destacar, como Francismar, Diogo Mucuri, Adriano Gabiru – esse recado vai para o Éverton, o Marcelo Oliveira e a todos os limitados do elenco.

Até porque a imprensa mineira – e neste caso até a imprensa de todo o Brasil – já está decretando que o Atlético já ganhou. Cheguei a ouvir que o Cruzeiro é “franco-atirador”. As coisas não funcionam assim, não em Cruzeiro x Atlético, nós podemos e vamos ganhar este clássico no Independência. Vamos apoiar o tempo inteiro – sem aquilo de vaiar o time no caso de não estarmos ganhando antes dos 15 minutos do primeiro tempo -, vamos fazer uma festa legal. Os protestos que ocorreram na porta da Toca II, neste sábado, tinham que ter acontecido sim, antes e fora do estádio. Mas no estádio, vamos juntos com o time. Não tem como raptarem todos os nossos jogadores e os substituírem pelo time do Barcelona. O time não é o dos nossos sonhos, mas é esse daí até o final do ano.

Quem está tolerando os insuportáveis atleticanos com este milagre – também conhecido como momento golfinho, quando ele sobe, faz uma graça e depois volta para o seu habitat natural – somos nós. Tudo bem que muitos dos nossos leitores do interior conheçam apenas um ou dois torcedores do time do Bairro de Lourdes, porque ele praticamente não tem torcida além dos limites da Avenida do Contorno. Mas aqui em Belo Horizonte está insuportável. E quando aparecem aqueles que nunca se manifestavam sobre futebol falando em “Massa” ou falando “Galo” o tempo inteiro nas redes sociais, em nossos trabalhos e em nossa vida cotidiana? Sem condições, cara!

Não sei como vocês se sentem, mas eu fico desorientado antes de clássicos. E esse é um jogo para causar um engarrafamento de ambulâncias na saída do Independência e nos bares da capital mineira. Defino que este será o clássico Roberto Carlos, são tantas emoções envolvidas que não dá para descrever.

Nós vamos jogar contra o líder, contra as nossas limitações, contra os erros da diretoria ao longo da temporada, contra a pressão pelo momento turbulento que vivemos e contra o rótulo de “franco-atirador” em um jogo onde exatamente tudo pode acontecer.

Por isso, e para evitar o fim do mundo, eu acredito que o Cruzeiro vai vencer por 1 a 0. Com um gol chorado do Borges aos 44 do segundo tempo e tendo todos os recursos dramáticos possíveis em um clássico. Se bobear até com expulsões, pênaltis batidos para fora e outros mil recursos dramáticos.

E quais são os palpites de vocês?

Nos vemos no Independência! E não deixe de acreditar em nenhum momento, temos totais condições de vencer o clássico! É o primeiro clássico após o retorno a Belo Horizonte, no “Novo Independência”, apenas com a nossa torcida e com o Brasil inteiro de olho! Ou seja, temos todos os ingredientes para uma vitória histórica!

Vamos, Cruzeiro!

 

Autor do post:
Pedro Oliveira

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