Baixando a Bola

Rafael Donato dominando a bola: essa imagem é real? Crédito: Washington Alves/VIPCOMM

Já nos familiarizamos com o estilo bola pro mato que o jogo é de campeonato™ que o Celso Roth implantou no Cruzeiro. Mas se a gente passasse a deixar a bola no chão apenas mais um pouquinho?

Nos últimos jogos o Cruzeiro tem apresentado um talento especial em dar chutões pra frente. Imagino eu que seja uma jogada muito bem treinada, já que vem sendo executada com tamanha perfeição. Funciona mais ou menos assim: a bola tá com o zagueiro, esteja ele pressionado ou não pelos adversários, sua missão é: meter a bica na bola e o Borges que se vire lá na frente pra disputá-la com os gigantes adversários. Por razões meio óbvias, geralmente os zagueiros levam a melhor e a segunda bola sobra sempre pros adversários. Pra nós, resta correr atrás.

Contra o Náutico, essa cena se repetiu exaustivamente, principalmente no primeiro tempo. Um primeiro tempo horroroso e desanimador, acho que todos concordamos. Os jogadores de meio campo praticamente inexistiram e tiveram que fazer um trabalho especial durante o intervalo para se recuperarem do torcicolo adquirido ao olharem pra cima tantas vezes, pra verem a bola viajar sobre suas cabeças. O time simplesmente não conseguia fazer a bola girar. Dizem que Roth curte tanto esse estilo de jogo que sacou o Lucas Silva porque ele tem uma saída de bola muito boa (#ironia). A história do jogo só começou a mudar, quando colocamos a bola no chão, quando começamos a acertar um passe aqui e outro acolá. E foi assim que o time conseguiu uma goleada. Foi assim que Élber chegou ao seu primeiro gol como profissional e o Wellington Paulista fez um gol – PASMEM! – com a bola rolando. Tudo bem que após o Borgelito abrir o placar, o Náutico teve que sair mais pro jogo e deu mais espaços pro contra-ataque mas ainda assim foi bacana ver o time fazendo a bola correr ao invés de correr desvairadamente atrás da mesma.

Que a postura do segundo tempo seja mantida e aperfeiçoada – principalmente com a possível volta do Montillo – pro jogo contra o Botafogo e todos os outros que estão por vir. De três em três pontos, na raça e com um pouquinho mais de inteligência, podemos chegar lá. Lá onde? No G4.

Autor do post:
Rafaela Araújo

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3 Comentários

  • Gilberto

    Concordo, mas será que nosso técnico tbm concorda? Pq como foi dito no post, a saída do Lucas Silva foi pq ele sabia tocar a bola. Roth disse que o jogador é jovem e caiu de rendimento ao meu ver ele só estava crescendo! Maaaas… infelizmente que escala é o pé de chumbo.

    • Tássius

      Tb concordo plenamente! As melhores atuações do nosso Time ultimamente, foi quando a dupla de zaga era postada com o Tiago ou o Victorino, justamente pelo fato de ambos fazer a bola sair da zaga, um pouco, pelo chão. Quando isso acontece o jogo se torna outro, e consequentemente a favor do Cruzeiro. ZEEEERO!

      • Camila

        “talento especial em dar chutões pra frente” não tem algo que me irrite tanto quanto chutões mals dados pra frente. Odeio isto, de verdade