Dossiê Fábio – 2005: Com falhas em momentos decisivos, Fábio começa no Cruzeiro com temporada irregular

<- Introdução                                                                                                                        2006 ->

Fábio chegou ao Cruzeiro em 2005, na sequência de um ano conturbado para a Raposa. Após a saída do técnico V. Luxemburgo, o time fez um pífio ano de 2004 – mesmo com toda pressão que existia sobre o campeão da tríplice coroa – tendo embaixo de suas traves os goleiros Artur e Doni. Ambos não conseguiram substituir a altura Gomes, que havia se transferido para o PSV Heidhoven (Holanda). Fábio, campeão da Copa América em 2004 com a Seleção Brasileira e recém-chegado do Vasco, foi o preferido do técnico recém-contratado Levir Culpi durante o começo do ano.

Fábio começou bem em seus primeiros jogos em 2005, disputando o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil, quando levou apenas 2 gols em 6 jogos. Entretanto, foi no seu primeiro clássico que o goleiro sofreu suas primeiras criticas. No dia 20 de fevereiro de 2005, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 0 e o goleiro foi criticado pelo primeiro gol que tomou: uma falta direta batida pelo meio-campista atleticano Rodrigo Fabri. Muitos acharam que aquela mesma bola era defensável, já outros acreditaram que o goleiro celeste havia sido surpreendido com a cobrança direta.

A verdade é que  tal situação em nada abalou a confiança que o técnico Levir tinha em Fábio. O jogador seguiu titular incontestável, levando o Cruzeiro à semifinal do Campeonato Mineiro naquele ano, reeditando o clássico contra o arquirrival. E dessa vez a estrela de Fábio brilhou.

No primeiro jogo, o Cruzeiro bateu o Atlético-MG por 1 a 0 (memorável gol de falta do artilheiro Fred) e mesmo com toda pressão que haveria no segundo jogo, Fábio foi um dos responsáveis por garantir o 0 a 0 que levaria o time à final contra o Ipatinga, quando veio o primeiro momento de duras criticas ao arqueiro desde sua chegado: os jogos das finais do Campeonato Mineiro terminaram respectivamente em 1 a 1 (disputado em Ipatinga) e 2 a 1 para o Tigre do Vale do Aço (disputado no Mineirão). Fábio foi duramente criticado por parte da torcida pelas falhas em ambos os jogos, proporcionando assim uma grande zebra no campeonato. Para o Cruzeiro, aliás, a perda do título Mineiro pôs fim a uma sequência de ao menos uma conquista por temporada, mantida desde 1990.

Apesar do momento, Fábio não foi substituído e teve o voto de confiança da comissão técnica. O goleiro continuou sendo titular durante o inicio do Campeonato Brasileiro, enquanto o time disputava paralelamente a Copa do Brasil. E foi justamente no mata-mata nacional que Fábio teve um dos seus piores momentos na carreira, mais precisamente na semifinal contra o Paulista de Jundiaí.

O Cruzeiro havia feito 3 a 0 no primeiro tempo, placar que garantia o time na final da competição – o primeiro jogo havia sido 3 a 1 para os paulistas – e foi então que Fábio sofreu dois gols, praticamente idênticos, de falta, do meia Cristian, o que levou à eliminação da Raposa naquele ano. Posteriormente Fábio foi duramente criticado e sua titularidade foi colocada em xeque. Entretanto, Levir Culpi, ainda técnico, bancou o goleiro mais uma vez.

A situação de Fábio, porém, não mudou com a chegada de PC Gusmão, que assumiu o time no meio do referido ano e manteve o goleiro como titular, tendo como seus reservas Doni e Artur. Ainda no Campeonato Brasileiro daquele ano, Fábio foi severamente criticado por algumas partidas marcantes. Por exemplo, a derrota para o Corinthians (4×3), ainda no primeiro turno e também pela partida em que mais sofreu gols com a camisa celeste, (6×2) contra o Fluminense, em pleno Mineirão.

Há também de se falar que o goleiro, inconstante, foi o responsável por segurar resultados importantes, como a vitória por 2 a 1 contra o Corinthians, onde fez grandes defesas. E, nesse ritmo, o time não apresentou maiores perigos para rebaixamento nem brigou por título ou G4, terminando o ano na discreta 8ª posição com um total de 73 gols feitos e 72 gols sofridos, PC Gusmão ainda no comando e o goleiro ainda prestigiado na posição de titular do clube celeste.

Pênaltis: Nesse mesmo ano Fábio defendeu seu primeiro pênalti com a camisa do Cruzeiro, no jogo contra o Paraná, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, que o Cruzeiro perdeu por 2 a 0, fora de casa.

Títulos: nenhum.

Premiações: O goleiro não recebeu nenhuma premiação individual nesse ano. Ficou em 4º lugar com nota média de 5,88 em 40 jogos na premiação “Bola de Prata”, promovida pela Revista Placar da Editora Abril – Fábio Costa (Corinthians) foi o vencedor com média de 5,97 em 33 jogos.

Opinião: “Fabio pra mim é um bom goleiro, nessa leva que temos hoje no Brasil ele está no topo da lista. Já fez muito pelo Cruzeiro. Mesmo não ganhando nenhum título de expressão, ele é a peça principal do elenco celeste. Sem Fábio o Cruzeiro poderia ter caído para a serie B, em 2011. Fabio é sim ídolo! Tem poder de líder e se consolidou como dono do gol Cruzeirense. A fase atual do arqueiro é reflexo do desmanche sem reposição do time. O goleiro não consegue segurar a onda sozinho e acho que ele faz até ‘milagres’ em alguns momentos.” (Andreza Gischewski, jornalista da emissora Band Minas).

Autor do post:
Stefano "Poke" Marchesini

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

3 Comentários