É um time com vergonha na cara

Aqui tem raça! (Foto: Ramon Bitencourt / VIPCOMM)

Na falta de criatividade, as torcidas de vários clubes brasileiros copiam cantos umas das outras, uma das coisas que mais me deixam frustrados nesse mundo chamado futebol. E não me refiro às músicas feitas com a melodia de Pelados em Santos (salve, Mamonas!). Falo sobre aqueles cantos padrões, que a galera canta achando que tá dizendo algo sobre ou contra o seu time. Vários times são o time da virada e o time do amor, lê, lê, lê, lê, lê, lê, lê, lê, lê, ô, ô, ô, ô. O time grande que está entre os dez últimos ganha três jogos seguidos e automaticamente o campeão voltou, ainda que o líder esteja 25 pontos à frente. Tá vendo? Mas o pior de todos é o time sem vergonha ao ritmo de levantou poeira.

Então, China Azul, gostaria de pedir que nenhum torcedor cruzeirense atirasse copo descartável, LATA DE BUZINA A GÁS (!), celular e BOLO (?) no campo e nunca cantasse time sem vergonha pra esse time do Cruzeiro. Estádio de futebol não é lugar de se comer bolo e o time do Cruzeiro não é sem vergonha. Nosso time não é dos melhores já faz mais de ano, mas tem vergonha na cara, brio, bravura, COLHÕES! É um time que foi eliminado de forma ridícula do Rural e da Copa Dilma, mas que logo em seguida se esforçou pra se recuperar no início do Brasileirão e chegou a liderar o campeonato na sexta rodada. Perdeu quatro partidas jogando mal – contra Grêmio, Corinthians, Santos e Coritiba –, mas entrou com raça pra se recuperar nos jogos seguintes e teve atuações dignas – contra Portuguesa, Palmeiras, Bahia e Atlético Mineiro. Não que a irregularidade seja de se elogiar, mas ela é compreensível num time que não se planejou bem pra temporada. Porém, pode-se ver que há reação no Cruzeiro depois de jogos ruins.

E o time celeste carrega esse comportamento nobre desde quando brigava contra o rebaixamento no ano passado. O Cruzeiro também vacilava e fazia jogos ridículos (vários, por sinal). Mas depois de ONZE jogos sem vencer, o Cruzeiro reagiu com uma virada sobre o Atlético Goianiense numa noite chuvosa em Sete Lagoas com um golaço inacreditável de Anselmo Ramon da LINHA LATERAL. Em seguida fomos humilhados pelo Flamengo, mas reagimos de novo batendo o Internacional por 1 a 0 com gol de Farías, que não só fez o gol como voltava até a nossa área pra ajudar a marcar. Depois disso não perdemos mais e encerramos a campanha com aquele 6 a 1 sobre o rival, mesmo desfalcados de nada menos que Fábio e Montillo, graças à grande atuação de jogadores como Fabrício, Leandro Guerreiro, Léo, Roger, Wellington Paulista, Anselmo Ramon e por aí vai, que demonstraram muita força de vontade. A real é que seríamos rebaixados no Brasileirão do ano passado. Nós ficamos quase dois meses sem vencer um jogo, o moral estava baixo. Mas, na raça, os jogadores lutaram pra impedir que passássemos por um vexame.

Claro que só vontade não adianta, senão Fabinho e Wellington Paulista formariam a melhor dupla de ataque do futebol mundial. Mas esses jogadores que estão aí no Cruzeiro já mostraram que têm sangue correndo nas veias. Pra mim, isso já é muita coisa.

Vamos ao segundo turno.

Autor do post:
Rafael Igor

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1 Comentário

  • Renata

    Sempre fui contra pessoas que jogam coisas em campo, mas sinceramente, diante toda sacanagem que o juiz fez em campo, jogar coisas foi uma forma de se revoltar contra aquilo que estava acontecendo. Não joguei nada obviamente, porém não posso julgar quem o fez, porque o sentimento de raiva era geral.

    Quanto ao time do cruzeiro, acho que o time jogou como deveria ser, sem brincar, com raça, só espero que seja assim até o final do campeonato.