Eu só visto azul

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Uma campanha pelo fim da utilização da camisa branca. A não ser quando realmente necessário, não sejamos tão radicais. (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

Nos últimos cinco jogos de 2011, vestimos branco. Empatamos três (Avaí, Atlético-PR e Ceará) e vencemos dois (Inter e 6alo), o suficiente para não sermos rebaixados. Ponto final, acabou 2011, acabou a mística da camisa branca, acabou o sofrimento. Só que ao contrário.

Ao invés de começarmos 2012 vestindo nosso tradicional manto azul e destruindo timecos Minas Gerais a fora, começamos bastante ressabiados. E adivinhem… Vestindo branco. Claro, seria uma injustiça sem fim depositar toda a culpa de 300 erros de passe por segundo na cor da camisa e ignorar a falta de talento de jogadores e treinador. Apesar de tudo indicar o contrário, aquela fase sofrida e envolta em agonia já era pra ter sido deixada pra trás e uma nova história devia começar agora, a partir do primeiro jogo do Campeonato Mineiro – não em amistosos porque estes não valem nada (alguém avisa o Paulista, por favor). Uma história que começasse do zero e na qual Vágner Mancini e o elenco pudessem provar, de cara, que a maior pré-temporada do Brasil foi uma tacada de mestre.

Duvido que tudo mude da água pra Coca-Cola (bebidas alcoólicas só dia 05 de junho. Promessa contra o rebaixamento), mas se sofremos no ano passado e a mística camisa branca nos livrou da queda, poderíamos agora usar a mística camisa azul para brigarmos por outros objetivos que, inclusive, estamos mais acostumados. Mesmo que o time seja ruim e o treinador não escale ou substitua como deveria, já vimos a camisa azul nos proporcionar feitos épicos como a conquista da Copa do Brasil de 96.

É sonhar demais, eu sei.

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Autor do post:
Rafaela Araújo

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1 Comentário

  • Vinícius

    Não tem nda a ver com a camisa. E sim com as burradas e canalhices na antiga diretoria e que têm em parte sido seguidas pela atual. Com contratações ridículas e desvalorização da nossa base. Infelizmente hj nosso Cruzeiro virou um time onde um bando de empresarios colocam seus jogadores que outros times não querem.