Não merecíamos [Grêmio 2 x 1 Cruzeiro – Brasileirão 2012]

Fábio foi um gigante no Olímpico, mas a ruindade do Cruzeiro foi maior. (Foto: Grêmio / Divulgação)

Se antes do jogo já era previsível uma derrota para o Grêmio, durante o jogo isso ficou mais claro ainda, mesmo enquanto o Cruzeiro vencia. Não merecíamos vencer pelo que apresentamos nos últimos jogos, não merecíamos vencer pelo que apresentamos no Olímpico. E já se vão sete jogos seguidos sem ganhar. E já está na hora de correr com o Celso Roth.

Por milagre, fomos para o intervalo vencendo por 1 a 0. O Anselmo Ramon deu um de seus chutes sem sentido em lugar de fazer cruzamento e surpreendeu o goleiro gremista. Ramonstro já tinha feito um gol assim contra o Atlético-GO no ano passado, quando passávamos por uma série de ONZE jogos sem vencer. Quebramos a série negativa naquele jogo numa noite chuvosa na Arena do Jacaré. Chovia no Olímpico nesse sábado também. Pelas coincidências, por um momento pensei que esses gols de chutes loucos do Anselmo Ramon em noites chuvosas eram uma espécie de sinal que o mau momento estava passando. Mas esse foi o único chute a gol do Cruzeiro em 45 minutos e quem mais trabalhou no time celeste foi o Fábio, que estava com o reflexo tão apurado que pegou cobranças de falta, cabeceios de dentro da pequena área e todos os pingos da chuva que caía em Porto Alegre.

No segundo tempo, deu dó do nosso time. Só dava Grêmio. O Cruzeiro levou quinze minutos pra atravessar a linha do meio-de-campo! Só pressão, pressão, pressão… Fábio continuava fazendo milagres, até acertou um golpe de vista numa falta em que a bola bateu na trave. Não tinha ninguém pra puxar um contra-ataque com o Montillo. Não dá certo jogar com dois centroavantes com esse elenco que temos. Anselmo Ramon e Borges juntos não funciona. Borges estava mal, Roth podia ter o substituído por Élber ou Martinuccio. Do jeito que o jogo estava, era claro que o Cruzeiro não aguentaria tanta pressão do Grêmio.

Pra piorar, Diego Renan entrou no lugar de Ceará (benze esse tornozelo direito, Ceará!) e Marcelo Moreno entrou no Grêmio. Diego entrou em campo pra assistir o jogo de um ângulo melhor. Numa jogada em que ele não fez a linha, Moreno entrou em condição legal cara a cara com o Fábio e o encobriu. Fábio fez muitos milagres, mas mudar o destino ele não podia. Sempre temos que tomar gol de um ex-jogador nosso. Assim como o Fred, Marcelo Moreno não comemora quando marca gol na gente. Isso diminui um pouco a tristeza de ver esses caras, que deveriam estar no Cruzeiro, em outros clubes do Brasil marcando contra a gente. Mas também me faz pensar que um dia Wellington Paulista estará em outro time, marcará um gol sobre o Cruzeiro e não comemorará. Será estranho.

Logo depois do gol do Moreno, o Grêmio virou, como era esperado, já que o Cruzeiro jogava pra perder. Pra confirmar isso, Roth tirou Borges para colocar MATEUS. Sim, Mateus, zagueiro. Foi um recado claro para o Montillo tentar resolver tudo e buscar um empate sozinho lá na frente. O argentino entendeu o recado. Em duas jogadas, ele saiu costurando a defesa gremista, passou por dois, três, mas parava no quarto. Num cruzamento que recebeu dentro da área, ele virou rápido para o gol, mas não conseguiu. Sozinho não dá mesmo. No finalzinho, quase empatamos numa jogada lúcida de Marcelo Oliveira – a primeira boa jogada de Marcelo pelo Cruzeiro nesse ano –, mas não merecíamos empatar um jogo em que deveríamos ter perdido por goleada.

Roth pegou um time péssimo da mão do Vágner Mancini e o fez melhorar para ruim. Então, alguma coisa ele fez. Mas o Cruzeiro merece mais que isso. Aqui não é time pra ficar mais que quatro jogos consecutivos sem vencer, o que dirá sete?! A diretoria tem que fazer alguma coisa.

Saudade do Cruzeiro de verdade.

Abs.

Autor do post:
Rafael Igor

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