O Mineirão é nosso sim!

(Arte: Cruzeiro Esporte Clube)

Não que isso seja novidade, certo?!

Salve Nação!

Na manhã desta quarta-feira compareci ao evento que selou o acordo do Cruzeiro com a Minas Arena, para a exploração comercial do Mineirão e a utilização do estádio em 100% dos seus jogos como mandante. Como tradicional, muita coisa foi falada e pouco se esclareceu sobre o “sigiloso” contrato assinado pelas partes.

Com a participação do diretor-presidente da Minas Arena, Ricardo Barra, o secretário de Estado Extraordinário da Copa, Tiago Lacerda, e nosso querido presidente, Gilvan de Pinho Tavares, podemos analisar melhor sobre o que será feito pelo/para o Cruzeiro, agora que o mesmo firmou essa parceria, que inicialmente parece ser boa. O time celeste irá explorar bares, restaurantes, estacionamento e bilheteria durante os seus jogos, arrecadando uma boa quantia. Claro que investimentos/ações referentes à marca do Mineirão serão destinadas a Minas Arena, por exemplo, o “Naming Rights”, que para o Mineirão deve chegar a 11 milhões de reais por ano (imaginem isso por 20 anos…).

Para começo de conversa: O Mineirão é nosso! Enquanto o arquirrival Atlético-MG se mantem “amarrado” no Independência graças ao contrato assinado com a BWA, o Cruzeiro terá o palco de suas maiores conquistas de volta. E dessa vez mais bonito, moderno e eficiente.

Precisamos ser conscientes: O Cruzeiro sozinho não mantém o Mineirão e nenhum time sozinho conseguiria fazer isso. Shows, eventos e até jogos de outros times serão disputados na Toca III e todos temos que entender isso, pois a manutenção do gigante da Pampulha não é das mais baratas. Todavia, privilégios como a construção de um museu e uma loja do clube, além de um bar temático, são direitos previstos exclusivamente para o Cruzeiro em virtude da fidelização e do compromisso de fazer 100% dos seus jogos citados no estádio, conforme informou Ricardo Barra em entrevista ao portal Superesportes: “Não é previsto em contrato de concessão ceder ao clube uma loja, como foi cedida ao Cruzeiro, isso é um benefício pela fidelização”, informou o diretor da empresa Minas Arena, que também deve cobrar aluguel de outras agremiações que atuarem no estádio (10% da renda da partida), taxa que não será posta ao Cruzeiro.

Dos pontos citados durante o evento e pelas perguntas respondidas na coletiva de imprensa, podemos ressaltar esses:

– Tradição, comodidade e conforto: o Mineirão é a casa do futebol mineiro, sua volta significa novamente uma oportunidade do Cruzeiro voltar a figurar como um dos maiores times do Brasil e se impor dentro de um campo que pode chamar de “seu”.

– Segurança: o novo Mineirão contará com diversos aparatos de segurança. Fiquei impressionado quando foi citado que o estádio terá mais de 400 câmeras de segurança que tomarão conta de praticamente tudo dentro e fora do estádio.

– Nossa casa: haverá customização do estádio em dias de jogos do Cruzeiro, para que o estádio fique realmente com a nossa cara (como será feita não sei). Além disso, o Cruzeiro contará com loja para venda de seus produtos, camarotes e terá livre acesso ao estádio para realizar suas ações de marketing ou demais eventos.

– Torcida: a Minas Arena e o Cruzeiro alegam estar trabalhando para que o torcedor – e sua família – compareçam ao campo. Com base nos dados da Copa do Mundo da Alemanha de 2006, após a modernização dos estádios, o crescimento da torcida presente no campo foi de 40%. Objetivo também da Minas Arena, mas para que isso se concretize, o Cruzeiro precisa agir dentro e fora de campo: um time forte e mais melhorias no programa do Sócio do Futebol.

– E o mais importante, tchau Independência: o Mineirão é de fácil acesso e locomoção, além de comportar o real tamanho da nossa torcida. O chiqueiro do Horto já estava incomodando e, se tudo der certo, contra o Coxa faremos nossa despedida daquele buraco sem visibilidade.

Tirei inúmeras fotos do Mineirão, vou compartilhar as melhores com vocês aqui, pra já ir matando um pouco a saudade, ok?

Saudações Celestes!!

Autor do post:
Stefano "Poke" Marchesini

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