Para afastar a crise (ou não) [Cruzeiro x Portuguesa – Brasileirão 2012]

E aí, tudo azul?

Nesta quarta, às 19:30, o Cruzeiro enfrentará a Portuguesa no estádio da Mulher Melão, em Varginha. A partida é válida pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2012 – o último antes do fim do mundo.

E vamos enfrentar os lusitanos após sete longos jogos sem uma mísera vitória, enterrados em uma crise que parece não ter fim, onde tudo está dando errado.

Onde um jogador se machuca ao pisar no pé de outro do nosso time. Onde acontece um pênalti para o Cruzeiro, o Borges acerta, o juiz manda voltar e ele erra. Onde o time está fazendo uma partida até boa contra o terceiro colocado fora de casa, dá sorte de abrir o placar, mas volta do intervalo com a bunda na parede, sofre o empate e o Roth ainda contribui para a derrota tirando um atacante e colocando um zagueiro.

Muitos podem dizer que a Portuguesa é o adversário ideal para reagirmos. E eu concordo plenamente. Vencer os Manuéis e Joaquins do bairro do Canindé, às margens da Marginal Tietê, é o resultado ideal para que o time esboce alguma reação. Ainda mais na bela Varginha, onde seguimos invictos após o estádio começar a ser utilizado pelos clubes de Belo Horizonte. Não enfrentaremos nenhum bicho de sete cabeças e eu vou explicar no decorrer do texto.

Antes de qualquer coisa, não vi melhoria alguma no time durante o jogo contra o Grêmio. Aí vocês falam: “Pedro, mas o time saiu ganhando, estava bem postado em campo”. Só que isto era exatamente o que tinha acontecido no primeiro tempo contra o São Paulo e até o lance do pênalti contra o Internacional. É o que venho afirmando desde o início desta fase ruim, o time está no limite, não vai além deste ponto com o Juarez.

A relação Roth/Elenco já está completamente desgastada. Está no mesmo nível da relação Max/Carminha depois que a “rainha do Divino” tentou matá-lo. Todo mundo já percebeu que a hora de trocar o treinador passou faz tempo, menos o Gilvan Velha Surda.

E essa mudança poderia surtir o efeito imediato para nos livrar de vez do Fantasma do Rebaixamento. Poderíamos passar o resto do campeonato brigando por uma vaga na Sula e fazendo partidas pontuais e complicando a vida de quem, de fato, estará na luta contra o descenso. Seria um campeonato sem muitas emoções, mas com bastante tranquilidade para pensarmos em 2013.

Pensando na Portuguesa, nosso adversário da próxima batalha, o time a ser montado pelo Celso segue a linha “é o que tem para o jantar”. O Ceará, machucado mais uma vez, é desfalque. O Léo está suspenso e o Árias parece que será abduzido de novo assim que chegar a Varginha e só volta daqui a 185 jogos – não acho justo, ele estava jogando bem mesmo com a má fase do restante da equipe.

O Mayke provavelmente fará sua estreia, até porque o Éverton é  dúvida para o jogo. Ao contrário de muitos, eu não acho que esse seja o pior cenário para estrear. Ele entrará em uma fogueira, mas não é a pior de todas as fogueiras. Somos mandantes, mas não será a “torcida de sempre no estádio”, temos que vencer, mas não é um adversário impossível de se vencer.

O ataque parece que seguirá com Anselmo e Borges, uma dupla que realmente não me agrada por não ter quem coloque mais velocidade, eu arriscaria o Élber no lugar do Anselmo.

No mais, só me surpreende mesmo a possível entrada do Souza, ele quebra muito o ritmo do time. Traz técnica, mas tira muita velocidade do meio de campo. Talvez colocaria o Lucas Silva e continuaria com o Árias, já que o Marcelo Oliveira é uma ofensa ao futebol.

Quanto à Portuguesa, que tem o Juventus da Mooca como seu maior rival – uma pequena curiosidade, só para constar -, joga com um esquema curioso. O Moisés e o Léo Silva têm funções de marcação, mas se revezam na hora que o time ataca como armadores tradicionais. O Boquita, que seria o jogador responsável por atacar no meio de campo, joga como um terceiro homem, colocando velocidade nas jogadas.

A zaga deles é fraca, com o Gustavo e o Valdomiro não passando muita confiança. O Marcelo Cordeiro despontou como um bom lateral-esquerdo, mas não foge muito do comum. Já o Ivan é um jogador mediano, que entra no lugar do suspenso Luis Ricardo.

Sobre o ataque, eles têm o Ananias, que é um bom segundo atacante e o Bruno Mineiro, este sim temível. O Bruno é um caso a ser estudado, já que ele fede a gol e está com isso multiplicado por mil neste campeonato. Sempre foi um cara de sorte, fez o gol do título do América na Série C de 2009 e fez o gol do acesso do Sport à Série A em 2011. Mas agora tem um time arrumado jogando em torno dele, o que facilita muito o seu trabalho de apenas fazer gols.

Claro que não posso me esquecer do Dida, que é nosso ídolo eterno e que merecia mil faixas de homenagem se o jogo fosse em Belo Horizonte, mas como é em Varginha, umas duas já estão de bom tamanho. Sempre vou elogiá-lo e dizer que ele é um dos meios maiores ídolos toda vez que jogar contra o Cruzeiro, mesmo que esteja com a camisa do Atlético.

Enfim, colocado todo este cenário, eu acredito que o Cruzeiro vence por 2 a 1 de maneira dramática, de virada no final do jogo, porque não vou ser hipócrita de dizer que não vamos tomar gol do Bruno Mineiro com ele atravessando uma fase impressionante como essa.

E vocês, o que acham? Esperam uma vitória fácil, difícil, outra derrota, um empate? Estão confiantes?

Vamos, Cruzeiro!

Autor do post:
Pedro Oliveira

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