Quando vamos sair dessa rotina? [Cruzeiro 0 x 0 Internacional – Brasileirão 2012]

"Parem de me criticar, um 0 a 0 sempre é um resultado excelente!" (Foto: Washington Alves/VIPCOMM)

E aí, tudo azul?

Em mais uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro 2012 – o último antes do fim do mundo -, o Cruzeiro nos decepcionou mais uma vez e não saiu do 0 a 0 contra o Internacional neste sábado em Varginha. O que era para ser um jogo de recuperação, acabou se tornando mais um buraco nessa situação que parece interminável.

E antes de mais nada, gostaria de entrar no coro do meu amigo Stefano Poke. 9 pontos e contando. O que vier depois disto é lucro total! Se conseguirmos uma vaga em alguma competição continental, é caso para tomarmos o porre do ano!

O jogo foi o melhor entre todos os que o Cruzeiro não venceu. O que não quer dizer absolutamente nada, já que continuamos sem saber o que significa uma vitória. Nesse tempo de vacas magras, a Vitória que está mais próxima de nós é a capital do Espírito Santo.

O time começou ofensivo e a escalação que o Roth mandou a campo era uma das melhores que ele poderia fazer. Exceto pela presença do Marcelo Oliveira, que foi totalmente enganado por uma cigana em sua infância que disse que ele poderia ser jogador de futebol. Só se fosse jogador de futebol de várzea, de futebol de praia ou até de pelada de final de semana.

Também aconteceu um sinal que este realmente é o último ano da aventura humana na Terra. Diego Árias começou jogando. E jogou bem, com personalidade e tranquilidade. Pela boa atuação, merece sim uma nova oportunidade no Rio Grande do Sul contra o Grêmio.

Aconteceu um pênalti para o Cruzeiro – eu não marcaria, mas me pareceu pênalti sim, só que é muito raro um juiz marcar um daqueles. E até foi uma evolução em todas as arbitragens do Paulo Cesar, já que ele sempre marca penalidades CONTRA o Cruzeiro.

Não vou chorar que ele deveria ter mandado voltar a segunda cobrança. Ele não deveria nem ter mandado voltar a primeira, na verdade. Mesmo com os recursos eletrônicos, é visível que os primeiros a invadir são os jogadores do Internacional. Quem deveria ser penalizada era a equipe colorada, com um cartão para os seus jogadores e com o gol do Borges validado.

O time sofreu um baque depois deste lance, mas se recuperou durante a partida. Os gaúchos ofereciam perigo com o Damião e o Forlán não é nem rascunho do jogador que sempre foi. Claro, não posso me esquecer que o D’Alessandro foi desfalque de última hora, o que diminuiu o ritmo das chegadas ao ataque do Inter, pois o Elton era nulo em campo, mesmo com a boa atuação do Fred.

A chance mais clara deles no primeiro tempo foi com o Ygor cabeceando sem marcação em uma falta cobrada pelo Forlán. O primeiro tempo acabou sem maiores emoções.

O Cruzeiro voltou com a mesma formação, só que teve uma pequena queda no início do segundo tempo. O Damião, que é sempre perigoso, teve boas chances de gol, já que chuta de todos os lugares possíveis e acerta, no mínimo, as mãos do goleiro.

O Árias saiu por cansaço para a entrada do Souza e pouca coisa mudou. O mesmo pode-se dizer da saída do Ceará para a entrada do Diego Renan. Já o Martinuccio, que também estreou, colocou um pouco de gás no time ao entrar no lugar do Anselmo Ramonstro – que provou mais uma vez que o esquema com dois centroavantes não dá certo.

Porém, mesmo com as alterações, o jogo ficou em um cauteloso 0 a 0, para a alegria do Roth. Sim, nosso treinador gaudério poderia ter mais duas alegrias com este resultado se as diretorias de Cruzeiro e Inter fossem mais “espertas”. A sua demissão do Cruzeiro – o que engordaria sua conta até o final deste ano – e a demissão do Fernandão – o que o levaria de volta ao Internacional.

A arbitragem do PCO foi ruim, mas isso não pode ser utilizado para mascarar os problemas que o nosso time tem. Estamos há seis jogos sem vencer e isso só reforça o que eu havia dito no pré-jogo, nós estamos no limite. Não vamos além do sétimo lugar na competição. Mas, após não ter vencido ontem e com o crescimento dos times que estão abaixo na tabela, começo a sentir um pouco de medo do rebaixamento.

E este risco fica ainda mais grave considerando que o nosso próximo jogo é uma pedreira. Vai ser muito difícil jogar contra o Grêmio no Olímpico, mas que tudo dê certo. Acho que a diretoria não demitirá o Juarez durante a semana só para ele viajar com o time a Porto Alegre e estar próximo do seu domicílio eleitoral.

Falando um pouco da diretoria, não podemos deixar essa palhaçada que querem fazer contra o Corinthians, de mandar o jogo fora de Minas Gerais para arrecadar uns trocados. Não basta para o Gilvan Velha Surda ter planejado a temporada com a mentalidade de Grêmio Barueri, tem que se portar como ele no que diz respeito aos mandos. É uma ofensa a todos os cruzeirenses jogar no Acre, em Santa Catarina ou no Mato Grosso do Sul – com todo respeito às pessoas desses lugares. O Corinthians terá mais torcida que o Cruzeiro em qualquer um destes lugares. Não podemos deixar isto!

Uma ótima semana a todos!

Vamos, Cruzeiro!


Autor do post:
Pedro Oliveira

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2 Comentários

  • stretch kramer

    Gostei mas se vcs criticam tanto o M.Oliveira e o Borges?so faz gol se alguem der a bola no pezinho de cinderella dele nao vejo garra de goleador e sim de um atleta em fim de carreira que qdo RJ SP nao querem mais vem para MG…quanto ao cruzeiro estou com medo que este ano sejamos realmente rebaixados contra gremio sao -3 pontos no proximo jogo.

    • Édem

      Achei o jogo corrido mas fraco.
      Entrar com 2 centro-avantes não dá, o time fica exagerando nos cruzamentos.
      6 jogos sem vitória … returno tenso e os times abaixo encostando