Não me inveje, trabalhe! ™

Chicarito Hernane, el matador.
Chicharito Hernane empurrou duas para o filó e fez o dever de casa do Flamengo.

(…)

Os gatos pingados que foram ao Estádio da Prefeitura do Rio de Janeiro, devidamente arrendado pela turma melancólica de Recruta Severiano, na tarde do último sábado tiveram uma boa oportunidade para renovar as esperanças no futuro rubro-negro. Não foi um jogo acima da média, é verdade. O time ainda carece de entrosamento e nem mesmo os reforços selecionadíssimos pelo Seu Pelô estavam em campo. Porém, apesar desses detalhes e do Ibson – que se redimiu e ganhou uns 10 minutos de folga pelo lance que iniciou o segundo gol – em campo, foi possível perceber que a nuvem de azar, muito comum na gestão amadorim, dá sinais de que em breve será apenas lembranças de uma fase digna de cair no limbo.

Os garotos que entraram em campo com a missão de justificar a honra em vestir o Manto Sagrado fizeram sua parte e seguiram direitinho as instruções do treineiro Dorivaldo que apostos no trio ofensivo formado por Rafinha (que após ser doutrinado por ninguém menos que Rei Zico, tratou de se livrar da alcunha de ‘Neymar da Gávea’, o que, aqui para nós, era de um tremendo mal gosto), Nixon (nome de gente zicada) e Chicarito Hernane que começou o ano frenético em busca da sua titularidade marcando os gols e mandou avisar a Magnética e pra todo mundo ouvir que o amor não acabou, apenas ficou mais barato. Se ele mantiver essa média no Carioqueta, capaz de virar um titular de luxo em nosso banco de reservas para o Brasileiro. Quem viver, verá.

Eu que apostei na barbada chamada Ibson, tive esperanças de ganhar uma caixa de cerveja após ele errar passes de meio metro, com uma maestria que fariam Seu Laís chorar de emoção e orgulho de seu filho mais famoso e bem vestido. No entanto, é claro que tinha que ir para o refugo oriundo do time do governo o Troféu Marmota da partida. Ramon, esse poço de sabedoria futebolística conseguiu superar qualquer expectativa até do sujeito mais pessimista do mundo e conseguiu ser expulso aos 48 do segundo tempo, do jeito mais bisonho possível.

Obviamente, a torcida vaiou, João Paulo esfregou as mãos e disse ‘perdeu, playboy’ e Dorivaldo ficou puto da cara. Afinal, como ele vai manter o desconfiômetro da torcida em níveis perigosíssimos sem escalar pelo menos dois perebas sem a menor condição de entrar em campo por jogo? Estamos de olho, professor. Mas, é isso aí. Começo de temporada, peças sendo testadas, diretoria trabalhando arduamente em sigilo quase total não fosse a insistência de alguns jornaleiros loucos para dar o furo primeiro, Ibson fazendo merda e ainda não justificando seu salário. Tudo dentro da normalidade possível no front rubro-negro.

Autor do post:
Urubaldo Jr.

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