Pode servir o Bacalhau
Salve, galera Rubro-Negra! Depois de um tempo empoeirada, a boa e velha Geral da Nação voltou para seguir a pleno vapor. Nesse último mês, muita coisa aconteceu. Adriano foi parar no Gambá, teve que entrar na faca e, com isso, o Luxa mostrou que é iluminado. O Flamengo deu mole contra alguns pequenos e começou a ser questionado. O R10, que até agora não jogou direito, começa a gerar murmúrios de insatisfação na torcida. A defesa deu sucessivos moles e tentou entregar alguns jogos. Isso em âmbito mundial. Sem contar os acontecimentos menores como o casamento real, a visita do Obama ao Brasil, entre outros.
Porém, a única coisa que não mudou foi a invencibilidade do Fla no ano. Não tem Flor que segure o Mengão sem freio. No Fla x Flu de domingo, confesso que cheguei a não acreditar. Afinal, comecei meu dia acordando cedo, contra a minha vontade, para pegar uma estrada tranquila na volta ao Rio e almoçar com a minha família. Porém, o trânsito caótico começou mais cedo que o previsto e me deixou preso na estrada. Por falta de opção, tive que cancelar o boteco com os amigos e ouvir o jogo no rádio do carro.
Assim que ligo o aparelho, fico sabendo da contusão do Ronaldinho. Mas fiquei tranquilo, afinal, tínhamos outros craques em campo. Eis que o jogo começa e, ainda no começo, perdemos o Léo Moura, nosso melhor jogador no ano até agora. Fiquei um pouco preocupado, mas relaxei. “Galhardo é um bom jogador, vai dar conta do recado” – pensei comigo mesmo. Pouco tempo depois, O Fla toma um gol irregular. Nisso eu começo a ficar tenso. A partir daí, o rádio só fala o nome do Felipe, quase sem mencionar o Ricardo Berna até o final do primeiro tempo.
Eis que chega o intervalo. Eu, por um breve momento, deixei de acreditar. Por um breve momento, esqueci-me de que torcia pelo Mais Querido e fiquei com medo. Achei que aquele dia, que já estava ruim, estava fadado ao fracasso. Porém, no segundo tempo o Flamengo voltou com outra postura. Foi aí que lembrei que na minha veia corre sangue rubro-negro e o medo me abandonou. Pelo rádio não dava para ter noção de muita coisa, mas dava para perceber que o Fla estava melhor. Nisso o Wilians, com um passe magistral, acha o TN7 dentro da área para cabecear para o gol e empatar a partida. Com esse placar, o jogo foi para os pênaltis, e aí eu já cansei de falar. O goleiro cresce, o gol diminui, o adversário treme e o Flamengo mostra porque é time grande. O Felipe, que já tinha agarrado muito durante a partida, mostrou que veio para ficar e mais uma vez terminou as penalidades como herói. Depois disso, confesso que nem achei as minhas 10 horas de estrada tão ruins assim. A vitória do Mengão salvou meu dia.
Com isso, o Fla pode levar o Carioquinha no domingo. E, por incrível que pareça, o adversário dessa vez será o Vice da Gama. Depois de tanto tempo e uma indigna passagem pela segunda divisão, o nosso primeiro Tri-Vice conseguiu chegar novamente em um final de turno. E nesse domingo, para variar, a Magnética vai comparecer em peso no Engenhão para ver o Bacalhau ser servido de almoço para o Urubu faminto. Os ingressos já estão esgotados. Eu dei mole e não garanti o meu, agora vou ter que correr atrás. Paciência, não perco esse jogo por nada. Se o Flamengo jogar que nem Flamengo não tem o que temer. É só carregar o 32º carioca para a Gávea. Vamos lá, Nação! É tudo nosso.
Saudações Rubro-Negras!


É no passin, no sapatin...
É oficial: Carlos Eduardo é do Cadu... não, pera!
Todos os caminhos levam a Madureira
Bonita camisa, lourinha! Seja bem-vinda, Peugeot!








