10 PERGUNTAS PARA VAGNER MANCINI

Por que você aceitou o cargo?
Vágner Mancini:
Minha vida nos últimos anos não estava como eu queria. Nos últimos dois anos passei por Santos, Vitória e Vasco. Eu passei a ser um treinador escolhido no mercado, onde os clubes me escolhiam. Dessa vez optei por escolher o time que iria treinar. Claro que sentei e conversei com a diretoria, que me apresentou um projeto e eu gostei. Além disso, eu queria voltar a trabalhar em São Paulo.

Qual seu maior desafio com o clube?
Vágner Mancini:
O maior desafio não é nem a Série A do Campeonato Brasileiro, nem a Série A2 do Campeonato Paulista. Meu maior desafio é devolve a identidade de um clube que sempre foi muito forte, acostumado com grandes decisões, mas que nos últimos anos enfrentou situações às quais não está acostumado.

Qual o real objetivo do seu time?
Vágner Mancini:
O objetivo é a manutenção na Série A. Por todas nossas condições, suporte financeiro, pouco tempo de preparação… muita gente pode não gostar disso, mas é a manutenção na Série A. Mas podemos falar em Copa Sul-Americana, porque a permanência na primeira divisão é a vaga na Sul-Americana. Não dá para falar em título ou Libertadores, porque não podemos jogar para a torcida uma expectativa exagerada.

Quais são seus principais rivais?
Vágner Mancini:
As dez equipes que brigarão da décima posição para baixo. Claro que sempre há surpresas no Brasileirão. Em 2009 foi o Avaí, em 2008 o Coritiba e o Vitória que brigaram até o final pelas primeiras posições. Sempre dá para beliscar algo a mais.

E as maiores dificuldades do campeonato?
Vágner Mancini:
Nossa maior dificuldade é enfrentar 19 times que até agora estavam disputando a primeira divisão de seus estaduais e lutando pelo título. E o Guarani, infelizmente, destoa disso há algum tempo. É comum você encontrar times de primeira divisão estadual nas Séries B ou C, mas não times da Série A2 do Paulista na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Disputar a A2 é muito complicado, por isso quero rapidamente mudar essa mentalidade do time, e conto com a chegada de alguns jogadores que têm essa mentalidade de primeira divisão.

Entre os reforços, quem você destaca?
Vágner Mancini:
Meu primeiro pedido para o presidente Leonel foi montar a espinha dorsal da equipe. Essa espinha dorsal é formada pelo Fabão, Baiano, Renan e Roger. Todos jogadores vitoriosos, acostumados a conquistar muitos títulos. Claro que temos outros jogadores nos quais eu acredito muito, mas principalmente o Fabão e o Renan têm grande chance de se tornarem ídolos do clube. O Guarani ao longo da história sempre teve times muitos técnicos, mas hoje a realidade é diferente, o time tem que ser competitivo, por isso que eu acho que os dois vão se dar muito bem aqui.

A equipe ainda precisa de mais reforços?
Vágner Mancini:
Eu ainda espero mais reforços, sim. Temos um longo caminho a ser percorrido até fecharmos o ciclo de contratações. Faltam alguns jogadores, principalmente para fechar o elenco como um todo, 25 atletas, para dar um elo de sustentação.

O que você já conhecia desse time?
Vágner Mancini:
Alguns jogadores eu vi jogar em outros times e também acompanhei o Guarani em algumas partidas. Mas é preciso compreender que há uma lacuna muito grande entre a Série A2 do Campeonato Paulista e a Série A do Brasileiro. Montar um time para a A2 e depois para a primeira divisão nacional é um choque. É preciso avaliar muito bem todo o elenco, para ver com quem podemos contar. Claro que respeitando todos os jogadores, mas é uma diferença muito grande.

Como deve ser a relação entre técnico e torcida?
Vágner Mancini:
Tem que ser uma relação profissional. Não dá para tomar partido das coisas. Cada um tem um ciclo no clube, e o torcedor é eterno. É preciso saber levar a situação com respeito e atitude. Eu estou do lado do Guarani, não vou tomar partido de ninguém. Tenho uma história no clube, foi o Guarani que me revelou para o futebol. Morei seis anos embaixo das arquibancadas do Brinco de Ouro. Há alguns funcionários no clube que estão aí desde o meu tempo, há 25 anos. O Guarani está inserido na minha vida, vou fazer o possível e o impossível para ajudar.

Qual a sua opinião sobre a rivalidade entre Guarani e Ponte Preta?
Vágner Mancini:
É uma pena não se enfrentarem neste ano. Eu gostaria de ver os dois na Série A, Campinas merece isso. São dois times de relevância nacional, com dois bons estádios. Nos últimos anos foram alvo da reestruturação do futebol brasileiro, que beneficiou os clubes com um porte maior. A rivalidade entre eles é muito importante, movimenta a cidade e faz com que cada clube se mantenha forte. Nós, agora, temos que permanecer na Série A e mostrar que o nosso momento é bom. E o torcedor precisa estar ao nosso lado.

(Por Gustavo Hofman, da redação do Joga Campinas)

 

Autor do post:
Anderson Mattos

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