A (polêmica) venda do Brinco
Para estrear o novo visual do Blog, resolvi entrar em um assunto bastante controverso: a venda do Brinco de Ouro.
Inicialmente, tratemos da parte financeira. O que se comenta é: entrega-se o estádio para uma construtora que, em troca, construiria uma Arena para cerca de 30 mil torcedores, pagaria todas as dívidas do clube (que, dizem, já passa dos R$ 100 milhões) e ainda sobraria um caixa para o clube (já ouvi sobre tantos valores diferentes, que nem vou entrar no mérito).
A região onde está localizado o Brinco é muito valorizada, o que nos permite acreditar no acordo acima. Assim, vamos trabalhar com ele.
Vender ou não vender, eis a questão.
Se não vender, essa dívida, que já considero impagável, só irá atrapalhar os planos do clube em voltar a ser uma equipe competitiva. Sempre teremos rendas penhoradas, salários de jogadores atrasados (e já vimos no que resulta isso), etc, etc. Ou seja, mais do mesmo que vemos tendo nos últimos 10 anos.
Se vender, perderemos nossa maior identidade. O Brinco é nossa casa. O estádio tem uma história riquíssima. Ali travamos nossas maiores partidas. Ali, fomos campeões brasileiros e vimos nascer craques como Careca, Zenon, Amoroso, Djalminha, Edilson, Luizão e tantos outros. Mudar para um estádio novo, em outro lugar, nos tirará uma boa parte da nossa história.
Mas, afinal, vende ou não vende?
Por mais doloroso que seja, sou partidário da venda. Como disse, a dívida do clube é impagável e somente algo radical pode salvar o Bugre de situações vexaminosas como vemos tendo nessa última década. Nos últimos 10 anos, raros foram os momentos de alegria. Claro que tivemos administrações ruins, mas não acredito em um salvador da pátria que tire o clube do buraco apenas com boa administração.
A venda do estádio, nas condições citadas, representaria uma mudança completa no clube. Sem dívidas e com $ em caixa, as novas administrações poderiam trabalhar com tranqüilidade para montar equipes competitivas, o que alavancaria público, o que traria receita, etc, etc.
O problema é: alguém confia na atual diretoria para tocar esse processo de mudança? Não dá para acreditar na diretoria atual para tocar esse processo de modernização do clube.
O futebol deixou de ser romântico há tempos. É um negócio como qualquer outro, por mais que nós, torcedores, teimamos em discordar. O Guarani precisa de gente nova, honesta e competente para tocar essa nova realidade do clube. Precisa de uma diretoria com gente com formação na área, bem remunerada, como manda o mercado e que tenha visão de futuro.
Além disso, prefiro começar uma nova história numa nova casa a continuar vivendo a história que, infelizmente, já está virando rotina nos últimos anos.
Vamos sentir falta do Brinco, é claro, mas é melhor salvar a instituição Guarani enquanto há tempo, ou corremos o risco de virar um XV de Piracicaba.










Padecemos do mesmo mal de diretorias “competentes” e “confiáveis”…
Pois é… nos 2 clubes, a história se repete…
concordo com voce .eu gue ja vi muito jogos bonitos do bugre no brinco vou sentir falta . um abraço