O poder da criptonita

Na ficção a criptonita é o ponto fraco do Superman. Uma pedrinha verde, com um poder

Criptonita

A criptonita segue sendo uma arma letal

totalmente devastador frente ao herói, quase sempre invencível. Tudo bem que o time do Náutico não é nenhum “Superman” e está longe de ter poderes especiais, voar ou fazer qualquer coisa que o destaque perante os outros. Mas o efeito que os “verdinhos” Palmeiras e Coritiba fizeram foi tão devastador quanto uma criptonita faria diante do super-héroi.

Em uma competição longa, perder é normal, mas perder da forma que o Náutico perdeu as duas últimas partidas é algo inaceitável. Contra o Palmeiras, em São Paulo, o time foi apático e não demonstrou nenhum poder de reação. Contra o Coritiba, desta vez nos Aflitos, o Náutico foi engolido. A disparidade técnica ficou evidente, e olhe que estamos fazendo uma comparação com um time mediano. O “choque de realidade” é necessário, o elenco do Náutico é limitado, o treinador é limitado, a diretoria é limitada.

O problema está em todos os setores. No gol, Felipe ou Gideão é o famoso “seis por meia dúzia”, os zagueiros estão com o um nível abaixo dos demais jogadores. Ronaldo Alves, Jean Rolt e Marlon são os zagueiros que temos, já Gustavo e Márcio Rosário são os “karmas”.  Lúcio não marca ninguém e sempre que sobe deixa um tremendo rombo no sistema defensivo, deixando vulnerável o que já é frágil. No meio campo, com a saída de Derley e Auremir, perdemos o referencial de marcação. Martinez e Elicarlos estão em excelente fase, Souza busca, jogo a jogo, o seu melhor futebol, e convenhamos, vem crescendo. Mas falta o “cão de guarda”. O sistema ofensivo sofre com a falta de um meia atacante de qualidade, Araújo não é meia armador e, principalmente, não tem condições físicas de aguentar 2 jogos por semana, em alto nível. Rhayner é, atualmente, o melhor jogador do time. Pode não fazer gols, mas taticamente é de fundamental importância. Os gols ficam por conta do Kieza, matador, ótimo posicionamento, mas precisa ser mais participativo.

Reforçar é preciso. Jogar com inteligência também.

Autor do post:
João Araújo

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