Era uma vez na cidade Canindé…

Era uma vez na longínqua cidade Canindé, um ditador que participava de todas os governos desta cidade, mas nunca tinha os holofotes voltados exclusivamente para ele.

Dos últimos 20 anos de governo, ele não esteve presente em apenas 3 deles.

Foi o suficiente para depois de 3 anos de ausência, voltar com toda a banca, sentando no trono real prometendo mundos e fundos aos viventes da cidade.

Os primeiros anos de reinado foram de turbulências, mas existia um motivo: o novo todo poderoso estava colocando a casa em ordem para fazer da cidade Canindé novamente um sinônimo de progresso, crescimento e vitórias.

Terminado seu primeiro mandato, conseguiu a reeleição com louvor graças a campanha vitoriosa de recolocar a cidade Canindé no mapa.

Entretanto, o que se viu no segundo mandato, foi completamente diferente do primeiro.

Farras, promessas, “fanfarronices” entre outros foram desgastando o povo da cidade Canindé. Com o passar do tempo, o povo percebeu que estava sendo enganado, mas ai já era tarde.

Eis que o governante maior decidiu aplicar seu golpe e tornar a cidade Canindé o quintal de sua casa. Virou senhor feudal e colocou a família toda para tomar conta da cidade em cargos de confiança.

Tudo caminhava da mesma forma…

Até que chegamos ao ano de 2011.

A cidade deu sinais que voltava a querer figurar entre os grandes e mostrar sua força e valor. Era a chance de colocar de vez o nome no cenário e cravar força entre as elites depois de anos de ostracismo.

Eis que a soberba de uma grande vitória e um “pão que caiu com a manteiga para cima” fizessem com que o senhor feudal achasse estar no caminho certo dos rumos da cidade Canindé e que não precisava de mais nada.

Deixou peças importantes da estrutura que suportavam a cidade de pé irem embora e trouxe outras peças de cunho totalmente duvidoso. O que se viu na temporada seguinte, foi justamente a nova derrocada da cidade. Outra crise.

Com esse fato, surge um novo personagem: o bobo da corte.

Ele já estava aposentado praticamente e nunca havia exercido em sua carreira tal função por onde passou, porém, como sempre foi amado e respeitado na cidade Canindé por sua história de dedicação e entrega ao povo, chegou como o salvador da pátria.

Depois de muita luta a cidade Canindé não viu seu ano de 2012 ficar ainda pior do que estava, e conseguiu, mesmo com muitas sequelas, se manter de pé na batalha maior.

Vem o ano de 2013, e o bobo da corte faz a promessa para o povo da cidade Canindé que o inicio do ano será difícil mesmo, mas não precisamos de muito para sairmos vitoriosos.

As batalhas que enfrentaremos neste inicio de jornada nos fazem crer que podemos colocar nossos mais inexperientes soldados em linha que eles conquistarão o objetivo e que novos soldados chegariam para a batalha principal de 2013.

Eles só não contavam com a astúcia do senhor feudal.

Dívidas, pagamentos e promessas não efetuadas fizeram com que os guerreiros dessem um breve sinal e envergonhassem completamente o sofrido povo da cidade Canindé.

Neste momento surge o terceiro personagem de nossa história: o “coroné” !

Ele veio com todas as suas táticas e rancores pelos anos que conhece cada canto da cidade Canindé gritando aos 4 costados que todos o iriam aplaudir no final desta batalha e que por conta disso não ficaria na cidade para não se tornar uma sombra para o próximo comandante da patrulha rubro-verde.

Eis que a conquista do triunfo chegou, mas os aplausos foram convertidos em gritos de ordem e ofensa.

Ora, o povo da cidade Canindé havia acordado e mostrava claros sinais de onde vinha a culpa por todos os fracassos e insucessos da cidade nos últimos anos.

A conquista, manchada não foi comemorada pelo povo. Apenas pelos soldados e o senhor feudal que com sorriso no rosto se orgulhava de conquistar ao menos uma batalha por ano nos últimos 3 anos.

Parece que essa conquista mudou alguma coisa na cidade Canindé.

Diferente do expressado no começo deste ano, iriamos agora com os soldados que tínhamos, inclusive com o “coroné”, visto que é mais importante economizar alguns trocados por dois meses e jogar no lixo 5 embates do que gastar para se manter a cidade na elite.

E eis que é chegado o momento da entrada do nosso último personagem na história: a borboleta.

Não cansado de buscar por 7 vezes o revés dentro de sua meta em um único embate, a borboleta mostrou o ar de sua graça e saiu a caça sem disposição alguma, menosprezando o fraco adversário.

O resultado disso, foi a primeira derrota em batalha na guerra mais importante do ano.

Resta saber, até quando estes personagens irão fazer parte do enredo principal da história da cidade Canindé e seu sofrido povo que esta a cada dia cansado de ser pisoteado, escrachado e tratado como “coitados” por outros povos.

Quem viver verá !

Esta história não passa de um mero conto de “feudos”, sendo apenas fruto da nossa imaginação, ONDE, qualquer semelhança é mera coincidência com fatos, pessoas e cenários.

Autor do post:
Rodrigo Guilhoto

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