Estômago

Quando fui fazer a ficha técnica do Clássico da Colônia deste sábado, meu estômago embrulhou. Vi que a arbitragem ficaria por conta de Heber Roberto Lopes, o nefasto árbitro que apita pela Federação Catarinense de Futebol, mas tem os mais relevantes serviços prestados à FERJ.
Ele, que diz se espelhar no mítico italiano Perluigi Collina, mas é um herdeiro legítimo de gente como Armando Marques, Dalmo Bozzano, Marcio Resende de Freitas e Javier Castrilli, foi o árbitro dos jogos da Lusa contra Vasco e Botafogo, dois times do Rio. Dois jogos em que a Portuguesa jogou bem. Dois jogos em que não venceu. Dois jogos em que ele, Heber, interferiu diretamente no resultado ao sonegar duas grandes penalidades para a Lusa.

Não é novidade. Em 2008, o mesmo Heber apitou Flamengo e Portuguesa. Dou um pastel de Santa Clara para quem adivinhar para qual das duas equipas ele não apitou um pênalti. Dou um pastel de Belém para quem me disser qual das duas caiu no fim do campeonato. Dou uma passagem de primeira classe para a Ilha da Madeira a quem encontrar uma razão, uma só, que possa explicar como ele ainda apita jogos da Portuguesa.

Nesta primeira noite de setembro, em São Januário, ele fez o que chamo de “apitar com luvas” para não deixar digitais na cena do crime. A expulsão do defesa Valdomiro, ainda na primeira parte, foi inconcebível. A grande penalidade no avançado Bruno Mineiro aconteceu já a cinco minutos do final do jogo, quando pouca coisa ainda poderia acontecer, mas poderia. O fato é que ele, outra vez, não marcou. Outra vez, prejudicou o mesmo time. E este time, outra vez, foi a Portuguesa.
Heber Roberto Lopes é um mal para o futebol. Mas é um mal menor. O mal maior é quem o coloca no sorteio, que por si só já é uma excrescência. Uma excrescência para a qual deve-se ter mais que paciência ou indignação. Deve-se ter estômago.
Autor do post:
Marcos Teixeira

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post