Missão cumprida

A Lusa venceu o Náutico por 3 a 1. Convenceu? Longe disso, muito longe. O futebol apresentado pelo time de Geninho foi paupérrimo, pobre mesmo. Mas tinha um adversário horroroso à frente. Não dá para disputar uma campeonato de Primeira Divisão, qualquer que seja, com Lúcio, Felipe (o famoso mão-de-alface) e Breitner no time, e o Timbu está tentando fazer isso.
Como de hábito, a Portuguesa não sabia o que fazer com a bola. Mesmo o lance do gol de cabeça do Ananias é sintomático: coube a Ferdinando armar, de improviso, para que Luis Ricardo colocasse a bola (aí sim com qualidade) na cabeça do pequenino Ananias, que se salvou no meio da mediocridade rubro-verde.
Decididamente, o jogo não foi bom. A equipa foi aguerrida, como sempre foi. Quando conseguiu virar o escore, Geninho resolveu retrancar o time de vez. Feio? Sim. Condenável? Talvez. Necessário? Muito. O Náutico, exceto no momento de extrema felicidade do avançado Kieza, que achou um petardo no ângulo esquerdo do guardarredes Dida no comecinho do jogo, não ameaçou, nem tinha bola para isso.
Precisávamos desesperadamente da vitória e ela veio. Jogando mal, contra um adversário ridículo, com gol até do Diego Viana, que não lembra o Batistuta nem no jeito de andar, mas veio. Ainda mais contra um adversário direto na luta contra a despromoção.
A Lusa saiu da zona de descenso. Momentaneamente. Voltará em algumas rodadas, sairá em outras, mas ficará sempre com o gume a passar perto do pescoço. Os próximos adversários são duas equipas na mesma situação: Figueirense e Bahia, sendo o primeiro dentro de casa e o segundo na Boa Terra. Não pode sequer sonhar em perder, mesmo jogando mal.

 

Autor do post:
Marcos Teixeira

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post