Para não chamar o padre

O jogo da Portuguesa contra o Náutico, neste domingo, é daqueles em que qualquer resultado diferente da vitória não serve. Qualquer que seja ela. Qualquer que seja o golo e seu marcador. Por 6 a 0, 1 a 0, com ou sem Guilherme, com ou sem auxílio de arbitragem, com ou sem apoio ou apupo da exigente e sofrida malta das bancadas, que deve estar em número reduzido no frio concreto do Monumental do Pari no início da noite que abre a semana na capital paulista.
Foi justamente contra o Náutico que a Portuguesa iniciou, com uma goleada por 4 a 0, a caminhada que culminou com a histórica campanha que a devolveu, após três épocas, à elite do futebol nacional. A representação pernambucana faz parte do grupo de equipas contra as quais a Lusa disputa a permanência na Primeira Divisão. Que me perdoem os adeptos mais exaltados. A realidade da equipa de Geninho é lutar para não cair. Qualquer coisa acima disso é superávit, é lucro.
Exceto contra o Cruzeiro, a Lusa vem apresentando um futebol mentiroso, de posse de bola, mas nenhuma objetividade. Ante os mineiros, que não fizeram nada para ganhar, mas enfrentaram um time que fez de tudo para perder, não dá nem para classificar como futebol aquele troço que foi apresentado no relvado do mesmo Canindé onde a Lusa volta a jogar após dois bons empates fora de casa, contra Corinthians e Flamengo.
O time luso tem todas as características de quem está fadado ao descenso: joga bem e empata, isso quando empata; joga mal e, invariavelmente, perde. Fede a rebaixamento. E, a continuar o mesmo fado, nem dará para lamentar. Se não vencer o Náutico, seu companheiro na desditosa tarefa de não voltar à Série B, já pode chamar o padre para a extrema unção.
Autor do post:
Marcos Teixeira

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