Trocar diamante por espelho: essa é a sina do Santo André…
Na época em que éramos colônia os portugueses recebiam ouro e diamante dos índios e davam em troca espelhinhos e colares de contas. Ou seja, trocavam objetos de grande valor por bugigangas…
Mais de 400 anos depois, vemos algo muito semelhante no Santo André. Só que a situação é ainda pior, porque para os índios as pedras preciosas não tinham qualquer utilidade ou valor. E se você fosse um índio com certeza acharia um espelho muito mais interessante do que uma porcaria de pedrinha que brilha.
Já a diretoria do Santo André perde todos os seus diamantes e sabe exatamente o que está acontecendo. Nos últimos anos acompanhamos a saída de uma infinidade de joias das nossas categorias inferiores. Essa semana, o volante Kauê e o meia Edílson, que por aqui já estavam entre os profissionais, foram para a base do Corinthians.
Por que esses jogadores quase não tiveram chances no Santo André, mas servem para o Corinthians? Me chama a atenção a fala do Capella ao Diário do Grande ABC sobre o Kauê. “É difícil dizer por que, talvez por questões técnicas, de momento ou para não queimar o jogador, afinal devido à fase que o Santo André passou colocá-lo como salvador da pátria pode acabar queimando-o”. Então eu me pergunto: Onde é mais fácil ele se queimar, no Santo André ou no Corinthians?
É só contar quantos jogadores saíram da base do Timão e jogam hoje pelo time principal. Claro que é muito mais difícil jogar no time grande. O Ramalhão segue com percentual dos direitos federativos do jogador. Ou seja, pouco importa a situação do clube para eles, desde que o lucro futuro esteja garantido.
Ano passado emprestamos 4 jogadores para o Gil Vicente da segunda divisão portuguesa. Ironicamente eles subiram pra primeirona e nós descemos pra terceira. Além disso, o Ricardo Goulart saiu daqui sem grandes chances, foi pra base do Inter-RS e hoje é visto como grande promessa lá…
Enquanto isso, compramos jogadores espelhinhos e colares de contas aos montes. Só essa semana chegaram mais três…

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