Time de empresário.

Vivemos a época do futebol = dinheiro, certo? Portanto para que comecemos a pensar sobre o elenco atual do Vasco, que conta atualmente com 35 jogadores, vamos considerar que o amor à camisa é coisa do passado e que para voltarmos a ganhar títulos devemos nos adaptar; lutar contra isso é esforço desperdiçado.

Na minha visão de torcedor apaixonado, qualquer técnico medíocre, até mesmo o “finado” CB, consegue bons resultados com muita facilidade, caso tenha em mãos um elenco bom. Desde o Campeonato Brasileiro da Série B, o Vasco vinha com um projeto visível de manutenção do elenco e reposição eficaz das perdas. Como exemplo disso eu lembro do nosso titular no lado direito em 2009, Paulo Sérgio, que ao se transferir em 2010 tinha um substituto extremamente qualificado no elenco; Fágner. Como fruto desse trabalho vieram o título da Série B, boas atuações nos Cariocas, Brasileiro, Sul-Americana e Libertadores e o título da Copa do Brasil 2011. Com a saída de Rodrigo Caetano, a quem eu mesmo xinguei na virada do Vasco sobre o Flu no carioca do início do ano, o planejamento deu lugar as amizades do Sr. Roberto Dinamite e a incompetência do bombeiro Daniel Freitas. Jogadores sem passado, sem qualidade e diretoria sem vergonha. Isso é o que se vê no Vasco da Gama de hoje.

Pipico, um dos mais aproveitados dentre os desconhecidos, chegou ao Vasco depois de ser artilheiro do Macaé no Carioca 2012. Com 6 gols no campeonato, metade dos marcados por Alecsandro no mesmo campeonato, Pipico chegou ao Vasco aos 27 anos, idade que, convenhamos, ninguém mais é descoberto no futebol atual. Contratado em Abril fez sua estréia em Julho, e nos 5 jogos que fez até o momento, receber o primeiro cartão vermelho do Vasco no brasileiro foi onde mais apareceu.

Abuda, que chegou no primeiro dia de Junho como “promessa”, nunca entrou em campo. Vindo do inexpressivo Cruzeiro-RS, Jucimar Lima Pacheco “Abuda” aos 23 anos já tem passagens por Paysandu, Tunaluso, Ferroviário-SP e Petrolina-SP o que, na visão da diretoria vascaína, o credencia a estar vestindo a camisa, mesmo que a de treino, de um dos maiores clubes do Brasil.

O único dos exemplos que vou citar com passagem pela Europa, Dakson atuava no atual 10º colocado do campeonato búlgaro. O atacante que foi revelado pelo Fluminense foi contratado no apagar das luzes da janela de transferência europeia (20 de Junho) e assim como Abuda e o terceiro goleiro Diogo Silva, não jogou nenhuma partida oficial este ano. Com custo avaliado em 460 mil reais, Dakson será uma incógnita até o momento em que sua regularização seja feita.

Mas como é que com tantos bons jogadores “encostados” em seus clubes (Borges no Santos, Rafael Moura no Flu, Ramon, Élton e Liédson no Corinthians etc.) o Vasco chegou a esses ilustres desconhecidos?

Respostas: Pipico é agenciado pela Stellar Brazil, a mesma empresa que agencia Geovane Maranhão, Jéferson, Éder Luis e Felipe Bastos. O empresário de Dakson é Pedrinho Vicençote, ex-jogador do time e dono do terreno que o Vasco aluga, para a base, o mesmo onde ocorreu o falecimento do garoto Wendel. Já Abuda veio ao Vasco por outro velho conhecido do Clube. Adson Gomes, que um dia colocou Beto e Leozinho no Vasco, Leozinho que em sua passagem (2005-2006) jogou apenas 2 jogos, dessa vez trouxe pra São Januário essa “promessa” que ao que parece foi contratado pra treinar.

Em números:

54 jogos;

35 jogadores no elenco, número alto comparado com times como Barcelona (25) e Arsenal (27) que jogam mais campeonatos anualmente;

15 jogadores com menos de 10 jogos;

3 jogadores sem nenhum jogo.

Protesto dos torcedores no jogo Vasco e Palmeiras.

Que saudade do Rodrigo…

Autor do post:
Gabriel Cavalcante

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

Seja o primeiro a comentar este post