A despedida de dois grandes do Tênis

E o Aberto dos Estados Unidos tem virado nos últimos anos o palco para a despedida de grandes jogadores das quadras de tênis. Já vimos por lá despedidas emocionantes de André Agassi e Pete Sampras, e este ano já se despediu na segunda rodada a Belga Kim Clijsters e quem também já anunciou que irá se aposentar por lá é o americano Andy Rodick.

Sim, ambos foram grandes, dois ex-número um do mundo com uma carreira vitoriosa no circuito.

Kim Clijsters se despede do circuito da WTA

Kim Clijsters se despede do circuito da WTA

Como se diz por aí, em primeiro lugar as damas. Kim Antonie Lode Clijsters, belga nascida no dia 8 de junho de 1983 e profissional desde 1997 tem em seu currículo um total de 41 títulos em simples, sendo destes quatro Grand Slams, 3 US Open ( 2005,2009 e 2010 ) e um Australian Open ( 2011 ). Ganhou por três vezes também o WTA Tour Championships ( 2002, 2003 e 2010 ), torneio este que reúne as 8 melhores jogadoras do ano no circuito mundial.  Foi campeã também da Fed Cup em 2001, ao lado da sua compatriota Justine Henin. Além destas conquistas de torneios em simples, vale também se destacar outros dois títulos de Grand Slams em duplas ( Roland Garros e Wimbledon, ambos em 2003 ).

Um currículo de respeito né?  Kim tem uma história curiosa, pois não é a primeira vez que ela se aposenta. Em 2007, com apenas 24 anos e vindo de uma sequência grande de contusões, anunciou sua primeira aposentadoria e no período se casou e teve uma filha. Porém Kim não conseguiu ficar muito tempo longe do tênis e voltou ao circuito em 2009 e acabou recebendo um convite da organização do US Open para jogar o torneio, já que não tinha ranking para entrar diretamente na chave. E sabem no que deu o convite? Deu em título! Isso mesmo, Kim Clijsters depois de um convite para entrar na chave principal nos EUA, derrotou favoritas como as irmãs Williams e venceu na final a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

Grande Kim Clijsters fará muita falta no circuito da WTA.

Andy Roddick vence Tomic no US Open

Andy Roddick vence Tomic no US Open

Passando agora para o lado dos homens, Andy Roddick, norte-americano nascido em 30 de agosto de 1982, já foi por muito tempo o queridinho das meninas, onde já foi inclusive escolhido como o atleta mais sexy do mundo pela revista People.

Lembro-me do Andy jogando o Banana Bowl, torneio juvenil, aqui no Brasil, isso em 2000. Era um garoto arrogante e que reclamava de tudo. Na época ele era o número um do mundo juvenil e fez a final contra o Sueco Joachim Johansson. Após isso Andy virou profissional no mesmo ano e cresceu, amadureceu e virou um dos caras mais queridos e humildes no circuito. Ele tem algumas histórias interessantes no circuito como o de uma vez no Masters de Roma, quando soube de um incêndio em um prédio, saiu correndo e se colocou a disposição, entrou e salvou algumas pessoas, antes de sofrerem maiores consequências com o incêndio. Um grande cara que também fará muita falta no circuito.

No circuito da ATP, Andy Roddick conquistou 30 títulos de simples, sendo o mais importante de todos, o título de Grand Slam no US Open em 2003, ano este em que ele também assumiu o posto de número um do mundo, mais precisamente no dia 03 de novembro de 2003. Além deste título, Andy fez três finais em Wimbledon, sendo uma em especial, aquele fantástico jogo contra o suíço Roger Federer em 2009. Este jogo foi para mim um dos jogos para entrar no top ten da história do tênis. A partida foi disputada em 4 horas e 16 minutos e Federer venceu apenas no quinto set por 16 a 14, batendo assim o recorde de títulos em Grand Slams de Pete Sampras.

Roddick tem o que muitos chamam de o melhor saque do mundo. Ele teve por muitos anos o recorde de velocidade no saque com 249,4 km/h em um jogo pela Copa Davis.

Ao contrário de Clijsters, que perdeu na segunda rodada no US Open e já se despediu, Andy venceu o Tomic e prorrogou por mais alguns dias a sua aposentadoria. Já estou torcendo por mais algumas vitórias do americano antes de se despedir.

São dois jogadores que deixarão um espaço em branco no circuito, não só pelas conquistas, mas principalmente por terem sido um grande exemplo a ser seguido como seres humanos.

Autor do post:
Edu Marzotto

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2 Comentários

  • Renato

    São realmente dois gigantes do tenis, valeu por tudo que já proporcinaram aos amantes de um bom jogo de tenis !!!

    • Toni Perez

      Tive a oportunidade de assistir jogos do Open de Madrid, em 2006, com a Kim Clijsters, a Sharapova e a Justine Henin (que naquele torneio se tornou número 1)… foi inesquecível.