Estamos preparados?

Ibirapuera lotado para Federer x Haas

O evento Gillette Federer Tour Brasil foi maravilhoso e a mobilização dos paulistanos em cima do evento foi ainda melhor.

Apesar de caros, todos os ingressos, pelo menos para os dias em que o Federer esteve em quadra foram praticamente vendidos. Os jogadores amaram o calor humano do povo brasileiro e se encantaram com o nosso carinho. E na hora da emoção todos disseram que pretendem voltar um dia.

Mas é aí que entra a parte ruim do evento. Não por culpa dos organizadores mas devido a estrutura que infelizmente é a melhor que temos a oferecer. Vimos um ginásio do Ibirapuera ultrapassado para receber o evento. Um calor infernal dentro do ginásio, pois o mesmo não possui sequer um sistema de ar-condicionado. Fora o conforto para os atletas que estão acostumados a jogar em lugares de primeiro mundo, que deixou muito a desejar.

O nosso país esta engatinhando em termos de estrutura e acho que já passou da hora de termos um complexo tenístico em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas na verdade o que vemos por aí são clubes sendo derrubados para construção de grandes edifícios. Isso seria o mínimo para atrair a atenção dos top 50 do mundo ao nosso país. Cadê as quadras públicas meu Brasil?? O Francês Tsonga deu o toque, vamos levar o tênis pro povo!

O Brasil Open 2013 vem aí, porém ainda como ATP 250, atraindo tenistas com ranking superior aos top 50 do mundo. Esta certo que a data do evento não ajuda ( fevereiro ) na vinda dos grandes jogadores, já que neste período temos grandes torneios na Europa e nos EUA. Mas um complexo tenístico estruturado atrairia grandes patrocinadores e por consequência também os grandes jogadores por causa das premiações maiores.

Chegou a hora de sonharmos com um ATP 500 para 2014. Os fãs do esporte estão carentes disso, e o Federer Tour foi uma prova disso.

Parabéns a Koch Tavares pelo evento, uma empresa apaixonada por tênis e que prometeu que vem muito mais por aí, porém sozinha não vai conseguir fazer mágica para fincar de vez o Brasil na rota dos grandes atletas do circuito.

Chegou a hora de pensar grande brasil!

Autor do post:
Edu Marzotto

Deixe seu comentário

(Obrigatório)
(Obrigatório, Não será publicado)
Notificar por e-mail

1 Comentário

  • Sr. Eugênio G.

    Outro dia li uma matéria muito interessante e acho que cabe aqui reproduzir uma parte dela:

    “… será que estamos preparados e somos competentes para realizar megaeventos esportivos no Brasil? Como cidadão mortal e preocupado com o que acontece no Brasil (altos valores escondidos em cuecas e meias, mensalões e cachoeiras de dinheiro rolando) fico em dúvida sobre essa nossa competência organizacional e “licita”! E pasmem, ainda não comentei sobre o esporte no País. Como profissional da área, vejo questões preocupantes com o que vem por aí!
    Como fazer esporte de alto nível se não temos uma política de esporte séria no País, antes dessa, uma educação séria? Como fazer esporte de alto nível se não massificamos e qualificamos atletas, professores de educação física, treinadores e comissão técnica multidisciplinar envolvida no esporte? Como competir em alto nível se não enxergamos o como detectar e o aperfeiçoar nossos próprios talentos?
    E o dinheiro público? Cobrança e esclarecimentos são necessários, para que no futuro não passemos por maiores dificuldades por conta de mega eventos esportivos realizados no Brasil!”