Expectativas para a temporada 2011
Olá, pessoal! Sou o Chernicharo e estou iniciando um blog aqui no Os Geraldinos para falar sobre tênis!
Como vocês sabem, o Os Geraldinos é um portal para torcedores, então será essa a tônica dos posts que vocês encontrarão por aqui. Não esperem jornalismo imparcial, pois raramente ele acontecerá, até porque não sou jornalista. Este blog é um espaço para torcer pelo tênis e/ou pelo tenista que você tiver vontade. Expresse-se, sinta-se à vontade para falar, elogiar e criticar como quiser, mas sempre com educação e respeito, ok? Sem essas duas regras, seus comentários não serão bem vindos e serão removidos. Respeito é bom e todo mundo gosta, certo? Inclusive você…
Vamos começar esta nova empreitada falando sobre a temporada que começou há pouco, e já está pegando fogo, com os títulos de Kim Clijsters e Novak Djokovic no primeiro torneio de Grand Slam do ano, o Australian Open. A pergunta que faço é: o que esperar para o tênis no ano de 2011?
No feminino as coisas são mais complicadas de prever. Caroline Wozniacki, a atual número um do mundo (sabe-se lá por mais quanto tempo), é uma boa jogadora, mas não aprendeu a atacar, fica lá no fundo se defendendo e esperando o erro da adversária, o que está cada vez mais fácil de acontecer no circuito feminino, que atualmente só possui esmurradoras de bola do fundo da quadra. Uma hora vão errar na mão mesmo. E foi assim que a dinamarquesa chegou ao topo do ranking, mas não se sabe se vai ficar lá por muito mais tempo. Clijsters vem na cola e, se avançar mais uma rodada na Fed Cup, assume o posto. Fato é que Wozniacki precisa de mais um pouco de qualidade em seu jogo para se tornar uma tenista consolidada e merecedora do posto que ocupa hoje. Até lá…
Outra coisa que queremos ver este ano é Serena Williams jogando tênis de verdade. Atualmente, uma das poucas no circuito que tem condições de ameaçar Kim é ela. Eu, como bom torcedor da belga, acho que ela deve se focar em ganhar os quatro torneios de Grand Slam, apesar de achar que suas chances em Roland Garros são bem pequenas. E, além disso, jogará poucos torneios em relação às rivais que brigam pela ponta. Acho que será difícil para ela a manutenção do número um por muito tempo (repare que já a considero tomando o posto de Wozniacki, hehe). Principalmente se considerarmos que Zvonareva vem jogando muito bem e pode surpreender. Isso tudo se a dinamarquesa não aprender a atacar, porque se aprender, aí é que a coisa embola mesmo.
Resumindo: a temporada feminina promete bastante equilíbrio na ponta do ranking, com Clijsters, Wozniacki e Zvonareva brigando pelo número um. Não acredito em outra tenista chegando nessa briga ainda. Torço pro Clijsters. Go, Fiona, go!
No masculino a coisa é mais fácil, não é? Nadal com mais de quatro mil pontos na frente de Federer, que tem menos de cem à frente de Djokovic, que tem quase dois mil a mais do que Soderling, que tem menos de duzentos para Murray. À exceção de Nadal, nenhum tenista está seguro na posição que ocupa, principalmente Federer, que está cada vez mais oscilante nos torneios, variando entre o incomparavelmente fantástico e o tosco. Ué, mas isso não torna tudo mais difícil de prever? Não. Em minha opinião, não. Quer ver?
Nadal possui milhares (literalmente) de pontos para defender no Saibro (venceu TODOS os torneios no ano passado), além de três Slams. Não é fácil repetir isso. Federer o fez por três anos seguidos, mas naquela época a coisa era menos equilibrada do que hoje. Djokovic está jogando muito bem, Murray idem (apesar das amareladas nas finais de major – três seguidas, nunca se esqueçam disso) e Soderling é bi-vice em Roland Garros. O espanhol tem outro problema que pode atrapalhar a temporada: o corpo. A cada ano que passa, com o avanço da idade, fica mais difícil manter a pressão que exerce sobre seu físico que, cada vez mais, parece cansar mais cedo. O próprio jogador não acredita que repetirá os feitos do ano passado, que só não foi perfeito porque não venceu na terra dos cangurus…
Federer, por sua vez, fez um péssimo primeiro semestre no ano passado e só começou a ganhar pontos significativos no último quadrimestre, o que nos leva a pensar que ele pode aumentar a pontuação com certa facilidade, se Djokovic não se meter em seu caminho. O sérvio também não tem muitos pontos a defender neste início de ano, então a briga será boa contra o suíço.
Soderling tem tarefa árdua. Ele precisa repetir uma final de Roland Garros e ir mais longe do que as semifinais em vários torneios importantes para poder subir. Acho que, no top five, é quem tem a vida mais complicada para a temporada, até porque é quem tem o “pior” tênis.
Murray tem muitas finais a defender, incluindo dois Slams, então também tem vida difícil. A diferença é que o britânico tem muitas condições de vencer títulos mais expressivos se arrumar a cabeça. De técnico novo vamos ver como a coisa flui para ele. Se acertar o rumo e aliviar a pressão que seu povo joga pra cima de sua raquete, é candidatíssimo à ascensão no ranking. Vamos ver como fica.
Resumindo: Nadal terá muita luta pra manter os pontos do ano passado, o que acho que não vai acontecer, mas também acho que ele não perde o topo este ano, a não ser que se machuque novamente, e próximo a um Slam. Federer deve manter a vice liderança, mas se aproximar mais do espanhol. Djokovic vai brigar com Murray pela terceira posição, vocês vão ver. O sérvio joga muito, mas também tem problemas de cabeça sérios a resolver. A vitória na Austrália não foi suficiente para me convencer de que está “curado”. E, tênis por tênis, o de Murray é melhor que o dele. Só faltam duas coisas ao britânico: cabeça e um pouco mais de ousadia. Com isso, a coisa vai ficar feia pros demais.
É isso, pessoal. Comentem, reclamem, torçam muito e vamos acompanhar juntos esta temporada deste esporte maravilhoso que é o tênis.
E lembre-se de participar do Concurso de palpites Geraldino Bom de Chute. Dê seus palpites sobre a rodada e concorra a prêmios. Mostre que você é bom de chute!

Estamos preparados?
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300 vezes Roger Federer
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