Londres 2012

Chegamos ao final de mais um emocionante torneio de Wimbledon, e agora os olhares do mundo do tênis estão direcionados para… Wimbledon. Calma, eu explico! É porque a grama sagrada do All England Club será, dos dias 27 de julho a 12 de agosto, palco dos jogos olímpicos de Londres 2012.

Temos que separar um capítulo especial, é claro, para Roger Federer, pois quem acompanha a sua carreira ou mesmo já leu a sua biografia, sabe que um dos ou talvez o seu maior sonho, seja o de conquistar a medalha de ouro olímpica para o seu país. Não que ele não a tenha conquistado, mas a vitória em simples, todos sabem que tem um sabor mais gostoso. Roger tem como grande exemplo desse feito, o seu compatriota, ídolo e amigo Marc Rosset, que conquistou a medalha dourada nos jogos de Barcelona em 1992. Esta conquista marcou o seu início de carreira e fez com que isso se tornasse uma obsessão para o maior jogador de todos os tempos.

Se pararmos pra pensar, é difícil imaginar uma carreira tão vitoriosa como a sua, sem a tão sonhada medalha de ouro olímpica, e não existe lugar e momento melhor para esta conquista.

Porém, por outro lado, temos alguns jogadores prontos para fazer o papel de vilão, principalmente Novak Djokovic que vem mordido pela derrota na semifinal de Wimbledon e também o espanhol Rafael Nadal, que apesar da eliminação precoce, vem descansado e apesar de estar em tratamento forte para curar uma tendinite no joelho, sabe muito bem como bater Roger em qualquer tipo de piso. Ambos são patriotas ao extremo e adoram representar as cores de seus respectivos países, sendo que Djokovic também sonha e ainda não conquistou o ouro olímpico.

E falando em patriotismo, nada como jogar em casa depois de uma belíssima campanha em Wimbledon e recuperar o carinho e a confiança dos Britânicos. Sim, estou falando de Andy Murray, e ele vem muito forte também.

Correndo por fora, bem por fora, vem Tsonga, Ferrer, Berdych, Isner e Cia., sendo que se fosse para jogar as minhas fichas em caso de zebra, eu as jogaria em Tsonga e Berdych.

O torneio de tênis nos jogos olímpicos é sim um torneio diferente de todos do circuito, pois é jogado em outra atmosfera, cercado de atletas de outras modalidades e em um clima de festa, o que pode atrapalhar um pouco a concentração dos atletas, mesmo porque alguns jogadores veem os jogos como um momento de férias, mais para curtir, e o que vier é lucro. Mas para Roger não é assim.

É um torneio especial e com certeza esta é a última chance de Roger realizar este sonho, e nada como uma campanha maravilhosa e o heptacampeonato em Wimbledon para dar confiança e fazê-lo buscar com unhas e dentes esta medalha tão sonhada.

Eu estou aguardando ansioso por mais este capítulo e agora é só segurar a ansiedade e escolher o seu favorito, pois eu já escolhi o meu. #GOROGER

Autor do post:
Edu Marzotto

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5 Comentários

  • claudia

    É isto ai !!! # GOROGER

    • Leandro Deva

      Na grama , a qualidade do Federer ‘e ressaltada, #FEDERERNACABECA

      • Toni Amieva

        Edu Marzotto, gostei muito da sua análise. Minha torcida é por Federer. Parece estranho que em uma competição que exalta a disputa entre Países eu manifeste minha torcida por ele e não por Bellucci (afinal sou brasileiro) e nem por Nadal (minhas raízes espanholas). Falando em favoritismo, eu creio que a disputa ficará entre Federer (que este ano mostra a força e o equilíbrio de antes), o Djockovic e o Nadal.

        • Renato

          Eu concordo com os comentários, e também concordo nos canditados correndo por fora, mais acredito que não vai sair das mãos do trio Federer, Djokovic, Nadal.

          • Julio Cesar

            O Roger tem o estilo clássico e plasticamente um belo tenis. A grama favorece o estilo do suíço, mas nao da para descartar Nadal e Djokovic. Ficara entre estes 3 a medalha de ouro. Sou brasileiro mas pra mim o Belucci é o Massa do Tenis. Precisamos de uma safra nova.