O automobilismo chora, em luto

Desde os meus 6, 7 anos sonhava em ser piloto de F1. Ou de qualquer carro de corrida. Minha mãe sempre negou a ideia, por dois motivos: primeiro que seria muito caro. Segundo, e mais importante, é muito perigoso.

Besteira, pensei. Ela ainda estava abalada pela morte de Ayrton Senna, quando eu tinha apenas 3 anos e não tinha a noção exata do que isso significava. Quando comecei a acompanhar a Fórmula 1, presenciei acidentes fortíssimos, mas sem consequências fatais (como o de Luciano Burti em Spa, ou Ralph Firmann em Monza). Na Formula Indy vi o de Alessandro Zanardi, em 2001, que me assustou um pouco. “Um em um milhão”, pensei.

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O automobilismo chorou, por dois domingos seguidos. Que Simoncelli e Wheldon sejam os últmos

Tony Renna e Paul Dana, por treinos na mesma Indy, me assustaram ainda mais. Comecei a ficar um pouco perplexo com a segurança nos carros. E por incrível que pareça, isso diminuiu quando teve o de Robert Kubica em Montreal. O carro voou no ar, decolou literalmente, e ele só machucou a ponta do pé. Quem diria que “um em um milhão” se aplica a esse caso.

Semana passada, a Formula Indy presenciou um dos seus mais trágicos acidentes. E diferente do que aconteceu com Renna ou Dana, por exemplo, foi no meio de uma corrida. Não era treino, como no casos anteriores. E tinha 15 carros envolvidos, com alguns pegando fogo, outros catapultando. O vídeo na on board de Will Power é assustador (confira aqui: http://bit.ly/qJB1jX). E a consequência não foi tão grave quanto a de Dan Wheldon.

Eu já estava um pouco tenso em relação ao ocorrido. E hoje, acordo, e vejo outra dolorosa perda durante uma corrida. Agora na Moto GP. Marco Simoncelli sofreu uma queda durante o GP da Malásia e foi atropelado por Colin Edwards e Valentino Rossi. Curiosamente, o hexa-campeão era um dos mais próximos de Simoncelli, uma promessa do motociclismo. E infelizmente, hoje não passa disso.

Lógico que o automobilismo, principalmente a Formula 1, tem muitas regras e mudanças voltadas para a segurança dos pilotos, para evitar possíveis tragédias – e hoje foi um acidente mais ao lado do azar do que falha no regulamento. Porém, essas tragédias estão acontecendo. Logo, ainda há muito o que melhorar, o que evoluir, o que mudar, o que proibir. Mas lembrar que salvar vidas não significa matar o esporte.  Quero novamente em meu espírito aquela criança que sonhava em ser piloto. Não o pensamento desanimador de que o automobilismo está perigoso demais.

Autor do post:
Luís Morais

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1 Comentário

  • bruno alves lima da silva

    hoje dia 29/10/2011 . estou mandando um abraço muito forte para família do Marco Simoncelli, estou muito triste pela morte dele mas DEUS pois ele no caminho da luz o caminho da paz e felicidade agora ele esta num lugar melhor que agente ele está com DEUS, e lá de cima ele vê que estamos sofrendo muito pela perda dele mas não podemos deixarmos abater temos que seguir a vida em frente que um dia todos nós nos encotraremos uns aos outros …
    Marco Simoncelli que dus esteja com você e que cuide bem de você …
    Ando de moto tabem sei como é arriscado mas DEUS está comigo me abençoando todos os dias e que deus me proteja amem…
    BRUNO MOTO BoY… abraços irmão.